Aconteceu na noite da última terça-feira (25/07), na Associação Progresso de Abrantes, na Praça da Matriz, em Vila de Abrantes, mais uma reunião para debater o processo de emancipação do distrito. Este encontro contou com a participação de autoridades políticas, moradores de localidades da orla de Camaçari e de cidades vizinhas.
O presidente da Associação do Movimento Emancipalista de Abrantes, Hilário Lisboa, que há 30 anos defende a emancipação de Abrantes, falou da alegria em ter a presença de representantes das localidades que integram o distrito. “Estamos conseguindo fazer aquilo que mais queremos, que é envolver todas as comunidades vizinhas. Eu me sinto feliz em poder contar com moradores de Arembepe, Areias, Jauá, Catu de Abrantes, e evidentemente o objetivo daqui para frente é melhorar. Eles vieram até aqui, agora precisamos ir até lá. Cabe a gente se mobilizar e fazer as reuniões em todas essas localidades, para o movimento crescer ainda mais”, pontuou.
O vereador Gilvan Souza (PSDB), acredita que quanto mais pessoas envolvidas e defendendo a emancipação, mais o processo ganha força. “Nós temos uma complexidade geográfica na costa, onde discutir emancipação não é apenas discutir Vila de Abrantes, e sim o distrito que começa lá da Ponte do Rio Jacuípe, até a Ponte de Catu de Abrantes, e aí considerando também as áreas Quilombolas, Indígenas, Arembepe, Areias, Jauá, se não na representação da formalidade, mas pessoas que moram na comunidade, que são formadoras de opinião e que precisam entender qual é a discussão, que existe um plano de habilidade já concluído e que já está na Assembleia, entender que o debate passa também por uma relação política de governo, porque a fonte de informações é principalmente da Secretaria da Fazenda, para a gente saber qual a receita e despesa aqui do distrito que tem pretensão de ser emancipado”, destacou.
Morador de Vila de Abrantes, Ari Barbosa disse que suas expectativas em relação a emancipação são positivas. “Acredito que o Supremo e o Congresso vão se manifestar a favor, porque já tem trinta anos que não se tem emancipação. De Catu a Arembepe já se passou de uma cidade, tem eleitorado maior que em Mata de São João e muitos municípios. Se Abrantes fosse uma cidade hoje seria a 21º do estado da Bahia em população, passaria para 418 municípios e a acredito que emancipada vai se desenvolver muito mais do que já se desenvolveu”, disse.
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O ambientalista, ativista e morador de Arembepe, Rivelino Martins, presente pela primeira vez em uma reunião de debate sobre o movimento emancipalista, salientou a importância do distrito para a história. “Abrantes é uma das primeiras civilizações do Brasil, aqui está uma das igrejas mais antigas do nosso país. E a comunidade em si tem que se inteirar sobre o que é a emancipação. Antigamente os moradores de Arembepe questionavam que se Abrantes se emancipasse iria viver de que, da venda de quiabo? E a resposta é não, porque Abrantes é o distrito que mais cresce aqui na Região Metropolitana de Salvador”.
Também morador de Arembepe, o cantor Pincel defende a emancipação do distrito. “Vejo que o movimento está crescendo, a gente percebe que a população não está satisfeita com os recursos que são destinados para as melhorias das comunidades, em virtude da distância sede e orla. A gente se sente um pouco excluído e essa segregação precisa acabar. E já que estamos distantes, é preciso essa emancipação do distrito de Abrantes para que tenhamos os nossos próprios recursos, que vão fazer com que tenhamos uma condição de vida melhor e que venha favorecer também a nossa cultura”.
Representando Jauá, Eraldo Reis ressaltou que já presenciou diversos encontros para debater a emancipação, e acredita que desta vez o processo está avançado. “Esse movimento já teve momentos com mais ênfase, de mais destaque, e também de baixa. Eu acho que pela história que o distrito de Abrantes tem, nunca é tarde para essa luta crescer e vim de fato fazer acontecer essa tão sonhada emancipação. Acho que estamos em um momento ímpar, já demos um passo importante que foi a execução do plano de viabilidade econômica, porque ele nos mostra que é viável sim, está comprovado. Agora estamos passando para o debate nacional sobre a emancipação e é importante a população saber que vamos estar juntos com outros distritos do Brasil nessa luta, não estamos isolados nisso, o que vai ficar muito mais fácil para conquistarmos nosso objetivo”.

A comunidade de Areias também estava presente, através do líder comunitário, Diogo do Povo. Na oportunidade ele exaltou que a emancipação vai trazer "uma sensação de liberdade". "Se desmembrar de Camaçari é ter a liberdade do distrito de Abrantes se tornar a nossa cidade. Eu torço que isso venha a acontecer, porque com certeza vai trazer ainda mais desenvolvimento econômico, empregabilidade, e o crescimento a nível de serviços, como bancos, agências do INSS, Correio. Ou seja, são diversas melhorias que vão acontecer nesse ciclo e não podemos parar de acreditar que tudo isso pode acontecer”.
Ainda no encontro, a Associação discutiu com os presentes, a importância da participação de representantes do distrito, no Encontro Nacional de Emancipação que vai acontecer em Brasília. Outras reuniões serão realizadas para tratar da viabilidade operacional e econômica de uma comissão estar presente no evento.
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Link de outras matérias sobre o assunto:
https://www.portalabrantes.com.br/noticia/12239/Grupos-buscam-emancipacao-de-Vila-de-Abrantes





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