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Camaçari

Vereador Gilvan participa de reunião com movimento de emancipação de Abrantes e ressalta que história do distrito precisa ser resgatada

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O vereador Gilvan Souza (PSDB), marcou presença em mais uma reunião do movimento de emancipação de Vila de Abrantes, realizada na noite da última segunda-feira (25/04), na Praça da Matriz. Na ocasião, o parlamentar se colocou a disposição do grupo para abrir o debate na Câmara Municipal, ressaltado ainda que a história do distrito precisa ser resgatada.

O vereador declarou que sempre que foi procurado para fazer interlocução, se dispôs. “Tanto junto a Assembleia Legislativa, quanto no governo municipal, junto a Câmara de Vereadores, e até em Brasília, onde criamos uma frente parlamentar nacional, e ocupamos naquele momento exatamente esse posto de fazer articulação, para que a gente tivesse a frente nacional parlamentar de emancipação, discutindo todas os potências do distrito que estavam se apresentando em condições no estudo de viabilidade de se tornar cidade”.

As histórias de Abrantes e Camaçari se misturam, e para o parlamentar é preciso resgatar fatos importantes sobre o distrito. “Vimos aqui Zé Fernando falando um pouco desse resgate, o que podemos fazer para esse acervo se manter vivo, e na memoria dessa nova geração, por isso pediram que eu solicite uma Audiência Pública na Câmara para a gente tratar desse tema especifico, para a gente inclusive discutir a idade da Casa Legislativa de Camaçari, porque a história questiona isso, ela não é tão nova quanto se pensa, ela é muito mais antiga, ocupada inclusive por Tupinambás naquela época. Então Abrantes tem uma cultura, uma história, um acervo vivo, e que a gente precisa colocar isso dentro da nossa rede pública de ensino, no nosso projeto pedagógico da cidade, para que a gente consiga conscientizar e consolidar essa história por tempos indefinidos”, salientou.

A ausência de parlamentares na reunião foi levantada durante o encontro pelo ex-vereador Cleber Alves. Na oportunidade Gilvan comentou o assunto. “Eu me sinto parte dessa história, me sinto dessa terra, e toda demanda que vier, seja ela qual for, eu tenho que fazer esculta e interlocução, independente de posição e postura política de qualquer um ou outro. O que eu defendo, é que a vida pública ela é muito difícil com essas agendas do dia a dia. Pra mim estar aqui foi difícil e so eu sei o que já fiz durante o dia, não cheguei em casa ainda, não participei de uma hora com minha família, acredito que os outros tenham a mesma dificuldade, nesse caso de minha colega [Fafá de Senhorinho], ocupando uma pasta bastante complexa, mas acredito de alguma forma que todos participam, mesmo que não esteja presencialmente nesse momento, mas quando não se atrapalha o movimento já está ajudando e contribuindo. E essa justificativa que eu dei serve para todos. As pessoas precisam entender que nosso amor está aqui em Abrantes, mas com um mandato precisamos definir e constituir todas as pautas da cidade. Nossa geografia é complexa, temos desfiles cívicos em setembro, então entendemos que temos cinco cidades dentro de uma e isso para fazer gestão é extremamente complexo. Mas não tenho dúvida da reponsabilidade do vereador Dedel, da vereadora Fafá de Senhorinho, Dr. Samuka e de tantos outros, pois essa turma defende na Câmara o bairrismo por Vila de Abrantes”.

Em relação a Cleber Alves, Gilvan pontuou que ele “é uma perola”. “Uma figura que eu respeito muito, tem o estilo dele de pensar, é um bairrista, é nativo, e as posições dele são muito mais provocando para resgatar, para vir de novo, para entrar no movimento e não de marginalizar, tenho certeza que essa não foi a intenção dele”.

O vereador Gilvan, que tem 38 anos residindo em Abrantes, acredita que após a apresentação do estudo de viabilidade, as pessoas vão se sentir pertencentes do movimento. “Abrantes é uma cidade de médio porte, já tem todo uma estrutura e população para representar uma cidade avançada, que passa pelo turismo, pela história, temos uma igreja com mais de 470 anos, imagens sacras de mais de 300 anos, isso é um roteiro turístico. A gente precisa colocar Abrantes na pauta econômica e do turismo, que transforme geração de emprego e renda, por isso que hoje essa questão de dividir é muito difícil de avaliar, poque o distrito cresceu, desenvolveu aceleradamente com um povo que não é genuinamente da cidade de Camaçari, muitos deles ainda só usam para dormir, porque seus salários, suas economias são dispensadsa ainda em Lauro de Freitas ou em Salvador. Então precisamos proporcionar condições para que isso mude, e já fizemos isso na questão da moradia, nós conseguimos politicamente abrir discussões para a chegada de condomínios, para a gente manter o povo que antes era da Ford, mas o Polo já é de Camaçari, entendem que morar em Camaçari melhora a qualidade de vida, em função de estar perto do emprego”, opinou.  

Sobre a participação do executivo municipal no debate da emancipação, o vereador disse que o prefeito Elinaldo Araújo abriu o gabinete para o movimento. “Recebeu uma comissão, levamos os vereadores, foi dada as condições para se fazer o estudo de viabilidade, e ele aponta sim essa viabilidade, já foi apresentado na Assembleia Legislativa para o presidente atual daquele momento, que também foi reeleito esse ano, que é o Adolfo Menezes e agora falta formar, constituir a comissão temática para que esse tema seja rediscutido dentro da Assembleia, com uma representação local sem dúvida alguma. Nós precisamos sair dessa bolha de Vila de Abrantes, dessa discussão de emancipação, e precisamos ter um material, uma ideologia de trabalho para que a gente consiga chegar em Areias, Jauá, na sede, em Arembepe, porque as pessoas dessas localidades não discutem emancipação, e o que gera crítica é a falta de informação. Então nós precisamos fazer um trabalho consistente, uma metodologia de trabalho, inclusive com o resultado do estudo de viabilidade, para a gente apresentar a toda cidade”.

O vereador defende que "emancipação é política", e não se “consegue emancipar em guerra com o governo”. “A gente precisa da anuência dos governos. Só conheço cidades que emanciparam com parceria com o governo, e aqui não pode ser diferente. Aqui o prefeito Elinaldo abriu a discussão, abriu a mesa, mas os momentos também mudam politicamente. O projeto de viabilidade tem o prazo de dois anos, acredito que a nossa economia não retraia, vai avançar sempre e faremos as melhores discussões sobre a emancipação. Estou entrando de maneira responsável e segura no debate, sempre digo que apoio, mas não tenho opinião, porque só posso dizer o que penso através de uma peça técnica, que é o estudo de viabilidade”, finalizou.

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