Há quase 30 anos a população de Vila de Abrantes em Camaçari, ouve falar na palavra emancipação. Mas o que seria isso? Trazendo para a realidade do Distrito, a emancipação seria tornar a área que vai da ponte do Rio Joanes até a ponte do Rio Jacuípe independente de Camaçari.
Ou seja, haveria um novo prefeito, novos vereadores, além de ter recursos próprios. Um Projeto de Lei Complementar (PLP), nº 137/2015, está em tramitação na Câmara dos Deputados e aborda o tema. Atualmente dois grupos estão a frente das discursões.A nossa equipe esteve com os representantes que falaram sobre a situação atual.
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Foto pastor Hilário Lisboa, e o advogador Samuel Rodrigues (Samuka)
Líder de um dos primeiros movimentos de emancipação, desde 1989, o pastor Hilário Lisboa já começou falando sobre a existência de dois grupos dentro da localidade. “Desde quando seja para lutar pelo mesmo objetivo, com respeito, eu defendo a ideia de caminhar os dois grupos juntos, o que não pode é se estranhar um com o outro”, disse.
Segundo ele, foi aprovado na comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei que devolve aos estados a competência de legislar sobre a emancipação, e deve ser votado em plenário no dia 15 de maio. “É importante que nesta data todos que defendem a emancipação dos distritos se reúnam nessa luta”.
“No próximo dia 14 o movimento convoca a população de Abrantes para uma reunião que vai tratar sobre a emancipação, o encontro será na Associação de Moradores de Buris de Abrantes, às 14h”, completou.
Quem também conversou com a nossa equipe foi Samuel Rodrigues, que está junto com Hilário, e detalhou ainda mais como se dará o processo. “Vale ressaltar que o projeto sendo aprovado não significa que Abrantes está emancipada, o projeto dará a legalidade para a assembleia legislativa instaurar o processo de emancipação, e a partir daí vai caber à população se organizar para fazer o movimento de conscientização para um plebiscito, onde o povo decide se emancipa ou não.”
“Pelo alinhamento dos partidos junto ao presidente da república acreditamos que esse projeto será aprovado e teremos de volta o sonho de emancipação que foi nos tirado a mais de 15 anos”, completou.
Emerson Sales, membro da Federação das Associações de Desenvolvimento Distrital Emancipalista da Bahia (FADDEB), outro grupo que está atuando nessa frente de emancipação, ressaltou o percurso até chegar aqui. “Quando o projeto foi vetado por Dilma em 2014 os grupos existentes deixaram um pouco a discussão de lado, porém nós continuamos as ações, criamos a federação em 2015, 2016 fomos para Goiás, 2017 fizemos um encontro nacional em Manaus e agora 2018 mobilizamos junto com o Emancipa Brasil audiências públicas para retomar a votação do projeto, que deu certo”, disse ele.
Segundo Emerson, foi criado um movimento emancipalista de Vila de Abrantes e o objetivo agora é formalizar uma associação que vai se chamar Associação do Movimento Emancipalista do Distrito de Abrantes, que será ligada à Federação. “Conseguimos com a Assembleia Legislativa da Bahia dois ônibus que levaram uma parte do movimento para acompanhar a votação na comissão no Distrito Federal”.
De acordo com ele, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebeu alguns representantes, em Brasília, para falar sobre o projeto aprovado na comissão. “Ele nos recebeu e deu a palavra que será votado no dia 15 de maio, queremos colocar nessa sessão mais de dois mil emancipalista”.
“Conversamos também com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marum, e ele nos garantiu que o presidente vai sancionar a lei”. Segundo Emerson, na próxima quinta-feira (05), haverá uma reunião do movimento emancipalista às 19h na Associação de moradores de Abrantes para repassar os encaminhamentos e tirar as dúvidas da população.
Ele ainda ressaltou que a emancipação traria coisas boas para o Distrito. “Muitas pessoas até duvidam, porém Abrantes sendo emancipada hoje nasceria com uma renda semelhante ou superior a Lauro de Freitas e sabemos como Lauro é desenvolvida”, ressaltou.
Questionado se existe ''richa'' entre os grupos ele afirmou que o objetivo é um só. “Aqui pregamos sempre união, quando conseguimos o ônibus para ir a Brasília o grupo do Hilário nos pediu duas vagas e nós cedemos, inclusive com as credencias”.
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Emerson Sales





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