Camaçari celebrou o 7 de Setembro nesta segunda-feira (7) com uma programação marcada por tradição, participação popular e referências à história da Bahia e do município. Os desfiles cívicos aconteceram em dois momentos: pela manhã, na Gleba E, e à tarde, em Parafuso, reunindo estudantes, moradores, instituições e grupos culturais.
Na Gleba E, a comemoração já faz parte do calendário da comunidade há 38 anos. O desfile começou com o hasteamento da bandeira, acompanhado pela Filarmônica 28 de Setembro, e seguiu com a participação de instituições como o Tiro de Guerra, Defesa Civil, Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), Vara da Infância e Juventude e Desbravadores.
As bandas marciais e fanfarras também deram o tom da celebração. Entre as atrações estavam BAMAJA, FAMPA, Percussão Sistema Master, FANESC, BAMUCA e BANCEMC, levando música e apresentações para as ruas do bairro.
Em Parafuso, durante a tarde, além do desfile cívico, a programação ganhou elementos da cultura popular. Grupos como Sementes do Mestre Coelho, Capoeira Ligeira, Raízes da Terra, Burrinha Preciosa e Grupo Beira de Rua participaram das atividades, aproximando a celebração nacional das manifestações culturais presentes no município.
História também marcou a programação
O 7 de Setembro também serviu como oportunidade para relembrar acontecimentos que fazem parte da formação histórica da Bahia. Durante as atividades, representantes políticos destacaram a importância da participação baiana no processo de Independência do Brasil, especialmente os conflitos que culminaram na vitória de 2 de Julho de 1823.
A data também ganhou uma conexão especial com a história de Camaçari, que neste mês celebra sua emancipação política. O município comemora no dia 28 de setembro a elevação da antiga Aldeia Tupinambá, em Abrantes, à condição de Vila.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Niltinho Maturino (PRD), acompanhou o desfile na Gleba E ao lado do ex-prefeito José Tude. Para o parlamentar, manter a tradição é uma forma de preservar a memória da cidade e garantir que as novas gerações conheçam o significado das comemorações.
“Uma data especial como esta não pode acabar na nossa cidade”, afirmou o presidente do Legislativo.
Morador da Gleba E, o vereador Tarcisio Coiffeur (PSDB) também destacou o significado da celebração para a comunidade. Segundo ele, o conceito de independência precisa estar associado a conquistas concretas para a população, como emprego, educação e melhores perspectivas para o futuro.
A vereadora Neidinha (PT) chamou atenção para a participação dos povos originários na história das lutas pela Independência na Bahia, ressaltando a resistência indígena nos conflitos que antecederam a consolidação da independência baiana.
Já o vereador Dilson Magalhães (PP) destacou a presença das famílias nas ruas e o envolvimento da comunidade na preparação dos desfiles.
O vereador Ivandel Pires também defendeu a continuidade das comemorações como instrumento de formação das novas gerações. Para ele, preservar manifestações como o desfile de 7 de Setembro ajuda crianças e adolescentes a compreenderem o significado histórico e cívico da data.
Tradição que atravessa gerações
Mais do que uma celebração oficial, os desfiles realizados na Gleba E e em Parafuso reforçaram a presença de manifestações cívicas e culturais no calendário de Camaçari. A participação de estudantes, grupos tradicionais, bandas, instituições e moradores transformou as ruas dos dois bairros em espaços de encontro entre história, cultura e identidade local.
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