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Planejamento Urbano como

 Estratégia de Sustentabilidade, eleições e Reforma Administrativa

 

O Brasil, no governo Lula, atravessa uma fase de reconstrução dos incrementos às suas diretrizes econômicas que requerem prioridade na atenção ao fortalecimento do mercado interno, só possível com uma maior distribuição da renda e justiça tributária neste processo. O crescimento do mercado consumidor é um imperativo e deve se fazer acompanhar de ações planejadas com metas estratégicas  que atravessem mandatos e promovam a melhoria da qualidade de vida nas cidades brasileiras. O desenvolvimento econômico que hoje se prenuncia na abertura de novos mercados e instalação de novos empreendimentos estrangeiros e nacionais, não deve visar o lucro tão somente para o empresariado e o agro nacional. Principalmente quando corremos contra o tempo face ao avanço das mudanças climáticas de eventos extremos que destroem infraestruturas urbanas e empobrecem os cofres públicos dos países, independente de regiões das receitas em arrecadações e orçamentos disponíveis.
As movimentações em torno das eleições 2026 em Camaçari vão obter louros para os governistas, se colocadas numa perspectiva de um discurso de visão muito além da propaganda da atração de empregos e investimentos em massa, ou da diversidade de alternativas de serviços do Comércio e da atração de turistas para uma orla de natureza privilegiada. Há sempre risco da rotatividade das grandes levas de migração populacional registradas, se a gestão municipal não atentar para fazer a sua parte no planejamento estratégico das suas ações na prestação de bons serviços que envolvem Saúde, outros serviços básicos, mobilidade, política de proteção ambiental, avanço no saneamento básico, política de uso do solo para empreendimentos imobiliários e produção de alimentos.
É evidente que, sob o atual governo federal, o perfil de Camaçari, segundo município em PIB do Estado (atrás apenas de Salvador), tem mudado para melhor em relação ao que existia um ano atrás em outra gestão. O seu PIB seria de R$ 27.427 bilhões. É um município em fase de acelerada expansão de novos moradores e também mais rico. Por isso não pode ser pensado pequeno.
Em vista das eleições majoritárias bastante polarizadas no país, as alianças mudam e uma reforma administrativa sempre deveria estar na ordem do dia do Governo Luiz Caetano após um ano de exercício e de avaliação. Ou para contemplar novos aliados, ou seja para corrigir onde a população tem se queixado. Não apenas para corrigir onde se detecta paradeira. Mas retrocessos nas metas projetadas em cima de promessas, programa de governo e que a população se queixa de não atendimento junto com os justos reclames até dos fiéis aliados de todas as horas. O que a oposição pensa já sabemos ser dispensável.
Eleições se vencem com votos de satisfeitos. 
Assim esperamos uma campanha rica em entregas em Abrantes, a área que mais cresce em Camaçari, resolvidas  pendências que dependem das parcerias com o Estado e o Governo Federal, como um número maior de "retornos inteligentes" de acessos para melhor mobilidade na Estrada do Coco colapsada em Abrantes, passarela no Km-10 ligando os dois lados das pistas , uma maior iluminação da via, a urgente instalação da agência da Caixa Econômica, a UPA Avançada a nível Hospitalar para cirurgias de Emergência. À Saúde, diga-se,  falta administração capaz de reduzir a defasagem no número de profissionais médicos e de enfermagem, de correção da oferta de medicamentos da Farmácia nas unidades básicas, a regulação está travada apesar de mutirões e a marcação de consultas é estendida a longos prazos.
A coleta de lixo não é regular e pelo menos em Abrantes as ruas ficam com o lixo acumulado até 3 dias em calçadas. O Meio Ambiente pede socorro com os incêndios florestais patrocinados construtores e invasores. Desmatam-se e poluem-se os rios em ritmo frenético. A fiscalização e proteção ao patrimônio ambiental inexistente no ritmo requerido.
Estas são as três áreas críticas que a atual gestão da Prefeitura precisa atentar. Nas demais, o cronograma de trabalho pode auferir grandes saldos ao prefeito Luiz Caetano, como a da Cultura, Agricultura e Pesca, Seinfra, Educação, Fazenda, Desenvolvimento Social,  Desenvolvimento Econômico, Esportes e Lazer.
 

Por: Angélica Ferraz, jornalista, ambientalista

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