Aconteceu nesta sexta-feira (14/11), no Teatro Tupinambá, no Colégio Estadual de Tempo Integral de Vila de Abrantes (CETIVA), o encerramento da 1º Mostra de Projetos de Educação Antirracista, promovida pela Secretaria de Educação (Seduc), através da Coordenação de Educação Étnico-Racial. O evento marca as atividades de culminância do projeto Novembro Negro – “Aquilombando Camaçari: Trajetória e (Re)existência”.
Na quinta-feira (13), a abertura da Mostra foi realizada no Teatro Cidade do Saber, que ficou lotado de alunos da rede pública municipal. A iniciativa da Seduc tem como objetivo promover ações através do letramento racial, antirracismo e uma educação afro-centrada, que coloquem em prática as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008.
Para o secretário de educação, professor Márcio Neves, o evento serviu também como uma prestação de contas à sociedade, em relação aos projetos nesse segmento. “Nossa ideia é juntar, é unir pessoas, para poder construir uma sociedade nova, e a educação é o caminho que encontramos para que a gente pudesse estar fazendo essa construção. Quando a gente entendeu que as Leis 10.639 e 11.645 precisavam ser colocadas em prática, fizemos isso desde o início do nosso ano letivo, no dia 10 de fevereiro. A partir daí dialogamos com vários professores, com várias comunidades escolares pra que cada unidade pudesse desenvolver o seu trabalho, e novembro é o mês da culminância, ele não pode ser o mês da consciência negra do ponto de vista que só podemos estar lembrando que somos pretos nesse mês, mas somos pretos o tempo todo, e essa condição é a mesma condição que nos faz refletir e sentir todos os dias o que é ser um homem ou uma mulher preta”, explicou.
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A diretora Pedagógica da Seduc, Alexandra Pereira, avaliou positivamente os projetos realizados durante o ano letivo, que deram resultado a 1º Mostra. “Hoje e ontem marcam todo um projeto que as escolas desenvolveram esse ano, falando sobre a consciência negra, sobre a consciência do nosso povo, da nossa ancestralidade, da nossa história. Para 2026 temos trabalhado em busca da consolidação e ampliação das questões não somente de um projeto voltando para consciência negra, mas um projeto de escola que valorize a nossa escola, que dê direito de aprendizagem aos nossos estudantes, sobretudo aos nossos estudantes que na maioria é de um povo preto”, destacou.
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De acordo com o professor de História, Augusto do Amaral, o evento celebrou não somente o Novembro Negro, mas a resistência e principalmente os trabalhos pedagógicos realizados pela Prefeitura de Camaçari, por meio da Seduc. “Esse momento está fechando o projeto pedagogicamente e colocando a luz da sociedade tudo aquilo que nossas unidades já veem realizando através dos professores, dos gestores escolares e dos coordenadores. Então, hoje estamos mostrando para a sociedade tudo aquilo que Camaçari vem fazendo de luta contra o racismo e em prol de uma educação antirracista”, pontuou.
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A estudante Luana Ribeiro, da Escola Municipal Ilay Garcia Ellery, falou do orgulho de se apresentar na Mostra. “É importante a gente não esquecer de onde viemos, a nossa raça, a nossa cor e não deixar que o preconceito nos abale nunca. A dança que apresentamos hoje foi sobre a consciência negra, essa pauta queé muito importante na sociedade e na vida de todo mundo, principalmente para os negros que sofrem racismo. A gente vem trazer essa apresentação para nunca esquecermos que somos lindos, independente de nossa raça e cor”, exaltou.

Participaram do evento educadores, autoridades políticas e a comunidade escolar da orla e zona rural. O estudante Isac Cruz, do Centro Educacional Monteiro Lobato chamou a atenção do público durante sua apresentação do projeto “Eu me vejo, eu me penso, e eu me projeto”, sendo aplaudido por diversas vezes ao falar sobre seu sonho em ser Juiz.
Veja o vídeo de Isac:
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