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Camaçari

Conselho Municipal de Saúde debate demandas e cobra melhorias na rede em Camaçari

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Aconteceu, na manhã desta quarta-feira (25/03), no auditório da Prefeitura de Camaçari, uma reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde. O encontro, realizado mensalmente, tem como objetivo tratar das demandas da saúde, além de apresentar ações e o planejamento da pasta.

Em entrevista ao Portal, o presidente do Conselho, Paulo Costa, destacou o importante papel da entidade para que seja ofertada à população uma saúde de qualidade. “O Conselho tem que cobrar a gestão, tocar na ferida, mas com respeito e indicando como fazer, como resolver. Não devemos fazer politicagem de viés nenhum. Mas há secretarias que não entendem assim, e, infelizmente, isso é um problema de anos que não se resolve de imediato. Enquanto Conselho, não podemos ficar calados, precisamos nos posicionar, e a secretaria tem que tentar resolver os problemas que trazemos. Vamos cobrar sempre mais regulação, mais medicamentos, mesmo sabendo que nunca vai ser 100%, porque o SUS não cobre totalmente toda a população, assim como o sistema privado também não cobre”, declarou.

Além de conselheiros e servidores da pasta, a reunião contou com a participação da secretária de Saúde do município, Rosângela Oliveira, que, na ocasião, apresentou toda a estrutura de saúde ofertada, além de prestar contas das ações realizadas pela pasta em 2025. “Nós estamos sempre abertos ao diálogo e entendemos a importância do Conselho nesse processo de construção de uma saúde que atenda igualmente a todos. Estamos trabalhando na perspectiva de garantir direitos. As unidades básicas já existem e nós vamos ampliar o serviço. Nessa mesma perspectiva, vamos focar nas necessidades e nas deficiências”, afirmou a gestora.

Profissionais de saúde da rede também contribuíram com a reunião, pontuando questões como a levantada pela nutricionista Daniela Avelino sobre a terceirização do serviço de saúde. “É algo que me incomoda profundamente, porque acaba entrando em um processo de precarização do serviço. A impressão que dá é que isso acontece para dizer que o serviço é ineficiente e, então, terceiriza-se para afirmar que o privado é melhor. Para mim, duas coisas são complicadas quando se terceiriza a saúde para a população carente: a precarização e a mercantilização da saúde, porque uma empresa terceirizada não tem interesse real na qualidade do serviço. O interesse de uma empresa privada é o lucro”, declarou.

Assuntos como os novos equipamentos de saúde em construção no município, a falta de medicamentos nas farmácias, ações realizadas pela pasta nos finais de semana nas unidades de saúde para reduzir a demanda reprimida, além da apresentação de metas e estratégias, e a aprovação do Plano Municipal de Saúde e do Relatório de Gestão de 2025 também foram abordados.

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