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Camaçari

Presidente do Sispec diz que o prefeito de Camaçari “está de birra” e que movimento segue firme

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A presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública de Ensino de Camaçari (Sispec), Sara Santiago, concedeu entrevista ao Portal Abrantes, logo após manifestação da categoria no plenário da Câmara Municipal de Camaçari, que resultou no encerramento, antes do horário regimental, da 15º Sessão Ordinária, realizada na manhã desta quinta-feira (11/02). Na oportunidade, a educadora destacou que desde o início do ano a categoria está dialogando com o Executivo, “mas o diálogo é sem números e sem resolução”.

Segundo Sara Santiago, após tentativas de agendar uma mesa com a Prefeitura, a categoria decidiu em assembleia realizar a paralisação. “O relatório da comissão foi entregue no início de abril, solicitamos a secretária e o subsecretário de Educação a data, que não foi marcada na última mesa. Enviamos um ofício em meados de abril para Seduc, Sefaz e Secad, e novamente a data não foi marcada. Enviamos outro ofício no início de maio, e olhe que estávamos segurando a paralisação para não acontecer. Quando avisamos que faríamos a paralisação, a secretária Neurilene intermediou uma chamada de vídeo para conversarmos com o prefeito, e ele foi claro ao mandar a gente seguir o nosso caminho, que ele seguiria o dele, dizendo que iria judicializar, e que se fossemos para a Câmara de Vereadores, ele encerraria a mesa, ou seja, colocando condições desnecessárias, gerando uma dúvida sobre por que não vir a Câmara?”, questionou.

De acordo com o presidente da Câmara, Flávio Matos (União Brasil), estava agendada com a presidente do Sispec, uma reunião com o prefeito Elinaldo Araújo para essa sexta-feira (12), mas o acordo não foi cumprido pela categoria. “Queríamos resolver antes, para suspender a paralisação, e ele [prefeito] disse que atenderia sexta, sem oficializar. Em uma mesa de negociação tem que ter um oficio da Prefeitura para o Sindicato, marcando local e horário, e nós não recebemos esse oficio. Então entendemos que precisávamos seguir com a deliberação de assembleia, e a categoria escolheu vir para a Câmara. Quando ele diz que fez combinado, fez acordo, na cabeça do professor ele está dando ordem e nós obedecemos. Mas ele disse que não, que o sindicato tentou fazer de outra forma”, disse Sara Santiago. 

Sobre o fato da categoria se manifestar durante a sessão, a ponto da Mesa Diretora da Casa Legislativa, suspender a sessão e os parlamentares da situação deixarem o plenário, a presidente Sara pontuou que já conversou com os vereadores em outras ocasiões. “O presidente Flávio Matos disse que não podia fazer nada porque o prefeito disse que não iria atender. Eu disse a ele que poderia intermediar, e ele respondeu que o prefeito não queria. Então fico pensando que o prefeito está fazendo birra, porque não quer? Estamos fazendo o que compete ao Sindicato, que é isso aqui, e por que o prefeito não está fazendo o que compete a ele? Por que os vereadores não estão fazendo o que compete a eles? O vereador Jamessom nos chamou para conversar, pedimos a ele para encaminhar uma Audiência Pública da educação, ele disse que não podia, só com votação, e mesmo assim o vereador Flávio Matos não iria aceitar. Aqui nosso debate é legítimo, estamos sendo massacrados há sete anos, e o servidor e o professor não suportam mais nem a inflação”. 

Para finalizar, Sara Santiago exaltou que os professores não querem greve. “Não queríamos nem a paralização. O sindicato tentou intermediar a mesa antes, para não chegar a esse ponto. Vamos encaminhar na próxima assembleia os rumos do movimento, porque quem decide é a categoria, e a entidade respeita e tem a obrigação de executar o que a categoria decidir. Somente outra assembleia para desfazer o que foi decidido em uma assembleia. É importante que o prefeito saiba que trabalhamos com democracia e com os ritos de um Sindicato. Ele não pode jogar a responsabilidade da Prefeitura, em cima do Sindicato, pois ele não está fazendo o trabalho dele”, salientou.

Foi encerrada a pasalisação de 72h das categorias.

Link de matéria relacionada:

https://www.portalabrantes.com.br/noticia/33259-presidente-flavio-matos-acredita-que-militantes-infiltrados-na-manifestacao-estao-atrapalhando-a-luta-dos-servidores-publicos-e-professores-municipais

 

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