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Camaçari

Presidente Flávio Matos acredita que militantes infiltrados na manifestação estão atrapalhando a luta dos servidores públicos e professores municipais

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O Portal Abrantes entrevistou na manhã desta quinta-feira (11/05), o presidente da Câmara Municipal de Camaçari, vereador Flávio Matos (União Brasil), logo após a 15º Sessão Ordinária ser encerrada antes do tempo regimental, devido a manifestação dos servidores públicos e professores da rede municipal de ensino, que estão em campanha salarial. As categorias, que seguem acampadas na Casa Legislativa, chegaram a ser atendidas pelos parlamentares, mas não entraram em consenso.

Para o presidente Flávio Matos, os manifestantes precisam buscar a Prefeitura Municipal para entrar em acordo. “Reajuste salarial e condições de trabalho são pastas especificas. A dos professores é na Seduc, a dos servidores na Secad e Sefaz, juntos em uma mesa no Executivo. A Câmara não é esse palco, esse palanque, e percebo claramente pessoas infiltradas na importante categoria dos professores, que tem aí batalhado por melhorias. Temos vários avanços na educação como os munícipes podem provar, porque seus filhos estudam na rede pública municipal, mas repito, não é aqui na Câmara que deve ser feita essa discussão. Estamos abertos a receber, mas eles precisam procurar o Executivo que já passou alguns informes que existe uma progressão, uma promoção. Aqui em camaçari, graças a Deus os nossos professores recebem um piso nacional, em torno de R$ 4.420 reais de partida, ainda tem as gratificações, são sete no total, três de 30%, as outras de 15, 20 e 10%, para zona de difícil acesso, regência de classe, para eventualmente no atendimento a alguma criança especial, ou seja, são direitos conquistados dos professores, que precisam ser valorizados e descritos. Agora é legítimo que eles podem batalhar cada vez mais por melhorias da carreira, pela condição de trabalho, por educação continuada, mas tem que ser no lugar certo”, exaltou.

De acordo com gestor da Câmara, os vereadores foram pegos de surpresa com a manifestação de hoje, e pontuou que a Casa do Povo vai estar sempre aberta para todos, diferente de outras gestões. “Nós os atendemos bem. Na época do PT aqui desligavam a luz, diziam que tinham problema na energia para eles passarem calor, não deixavam entrar comida para eles passarem fome. Mas o nosso governo é democrático, entende o movimento, respeita, acha que é justo, que é salutar a luta dos professores e servidores. Mas aqui não estar o foco do problema e estamos vendo aí uma politização importante. Qual é o objetivo do movimento, é cuidar da pauta dos professores, ou é fazer politicagem?”, questionou.

Na oportunidade, Flávio Matos ainda se posicionou sobre a fala do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindsec), Edmilson Jesus, durante a manifestação desta quinta-feira, quando disse que pra o vereador "se credenciar a candidato a prefeito do município, precisa deixar de ser fujão". “Ele foi infeliz, ele tinha que estar preocupado com a categoria, e não com a política do ano que vem. Será que já começou a campanha? Eu não quero acreditar nisso. Quero falar sobre os problemas da cidade, a Câmara não pode parar e foi isso que defendi hoje. Não tenho problema nenhum em debater com eles, para mim o diálogo é sempre muito importante, nós estamos abertos as categorias, como sempre estivemos. Tínhamos uma pauta muito importante, relacionada a infraestrutura, a saúde, educação, para várias localidades do município, Projetos de Lei relacionadas ao transporte público, que a população espera tanto que aconteça, e mesmo que de maneira justa eles briguem pelos seus benefícios, atrapalham a vida de outras pessoas. Os nossos idosos estão sem a gratuidade, os nossos deficientes estão sem transporte com elevador, a gente precisa acelerar com essas pautas que estão sendo discutidas na Casa do Povo”, salientou.

Sobre a postura, a frente aos protestos, da presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública de Ensino de Camaçari (Sispec), Sara Santiago, o presidente ressaltou que tinha uma reunião agendada para sexta-feira (12), acordada entre o sindicato e o Executivo, mas que foi descumprida. “Ela é uma militante importante do Partido dos Trabalhadores, respeito muito, mas ela sabe, e o prefeito foi bem claro com ela, que a condicionante para ele não atender a categoria seria via Câmara, pois precisamos dar seguimento as pautas, que vão beneficiar a população como um todo. Fico feliz quando recebo ela aqui nessa Casa, de maneira respeitosa, sempre tratando ela muito bem. Sara fala muito bem, mas acredito que ela está equivocada, tem que buscar o caminho correto, porque pode até desvirtuar a luta, como eu vi alguns servidores falando, que parece que a resolução não é o interesse principal, fica parecendo que tem política partidária pelo meio”, finalizou.     

 

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