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Camaçari

Sessão Ordinária na Câmara de Camaçari é encerrada em meio aos assuntos gerais devido a confusão no plenário

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Tampa de uma urna funerária, debates acalorados entre os parlamentares de situação e oposição ao governo municipal, um 'quase' vias de fato e interferência da plenária na reunião dos vereadores, marcaram a 14º Sessão Ordinária, na Câmara de Camaçari, na manhã desta quinta-feira (04/05). A atividade precisou ser encerrada pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Flávio Matos (União), devido à quebra do Regimento Interno pelos edis e o público.

Em entrevista ao Portal, o gestor da Câmara, que pediu por diversas vezes para que os colegas parlamentares e o público acalmassem os ânimos, lamentou o ocorrido. “Tentei de tudo. Gosto muito da sessão, acho que é uma ferramenta importante para a gente fortalecer a democracia, para ouvirmos os debates, mas hoje infelizmente não houve condições de continuar por conta do comportamento difícil do plenário e tivemos que encerrar. Quem perde na minha opinião é a população, porque a discussão fica comprometida. Conversei com alguns vereadores, o que aconteceu é uma exposição para a Casa”, ressaltou Flávio Matos.

Por diversos momentos durante a sessão, os parlamentares de situação e oposição divergiram sobre vários assuntos. Mas a entrada da tampa de uma urna funerária, durante a fala de Dudu do Povo (Cidadania), trazida pelos vereadores Jamessom (União) e Mar de Areias (União), em protesto aos óbitos de munícipes que não conseguiram regulação do estado, ocasionou tumulto e a interferência da plenária. "Quero pedir a população de Camaçari que por favor compreenda isso aqui, estou fazendo dessa forma, pra ver se a gente consegue entender porque na UPA da Gleba A estamos com 19 pessoas internadas, em Arembepe com mais duas pessoas internadas, no PA de Monte Gordo estamos com quatro pessoas internadas, na 'upinha' mais uma, e eu vejo a deputada federal [Ivoneide Caetano], que diz que entende da dificuldade das mulheres, do povo de Camaçari e o homem [Luiz Caetano] que está babando para entrar na mente do povo para poder iludir, eles arrumam pauta para estar na rua, inventar baratino para enganar o povo", disse Dudu do Povo na tribuna.

 

O vereador Dentinho do Sindicato (PT), não aceitou a permanência do item fúnebre no plenário e solicitou da presidência uma atitude. “Há muito tempo alguns vereadores vêm quebrando o Regimento, por falta de conhecimento, não sabem o que é questão de ordem, não sabem o que é pedir uma parte, ou o momento que tem que fazer isso, e hoje aqui foi o cúmulo. Estou muito chateado e com vergonha do que o presidente deixou acontecer aqui hoje. Ele é o gestor da Casa, tinha que enquadrar o vereador Jamessom que está todo perdido, equivocado, não sabe o que diz, está desesperado, está louco. Como presidente eu mandaria cumprir o Regimento, manter a postura, independente de lado. O Regimento foi quebrado quando o vereador Jamessom entrou no plenário com o caixão, sem nenhuma conversa. Quando interrompe o vereador ao pedir a parte, e mesmo sendo negada, ele continua falando, então a gente precisa entender essas coisas e respeitar o limite do outro. Os assessores de Jamessom estavam o tempo todo ali na plenário criando confusão. Henrique é funcionário da Casa, é cunhado de Elinaldo, então a gente precisa acabar com isso aqui”, exaltou o petista em entrevista.

Para Manoel Jacaré (PSDB), faltou bom senso de todas as partes envolvidas. “Nosso presidente é democrático, e as vezes democracia demais vira anarquia. O vereador Tagner, meu amigo, ofendeu umas das pessoas que estava na plateia, e a partir daí começou o tumulto. Era importante ter equilíbrio, para poder fazer com que a fala dele fosse respeitada e assim continuasse a sessão. Parece que o pessoal da oposição já criou um palanque, mas ainda não é o momento de palanque político partidário. Temos que respeitar o parlamento, porque a população não aceita isso. A população quer ver trabalho e o que aconteceu hoje foi um absurdo, as pessoas precisam se conter”, salientou.

O assunto tomou conta das redes sociais e até programas de TV do estado comentaram a confusão, que foi transmitida ao vivo pela TV Câmara.

 

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