Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp
Traduzir:

Fenômenos eleitorais

Compartilhar com UTM
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.

O primeiro turno das eleições majoritárias de 2022 produziram elementos para reflexões. Estudiosos e líderes políticos admitem que o carlismo iniciou a finalização de uma trajetória histórica, a partir da vitória de Wagner para o governo da Bahia. A partir desse momento inúmeros adeptos passaram a se vincular a outras agremiações que se distanciavam da filosofia encabeçada por Antonio Carlos Magalhães, culminando com a reeleição de Wagner e a sucessão por Rui Costa.

No Brasil, com a ascensão de Lula ao Planalto Central, surge o petismo (símbolo da esquerda trabalhista), que no curso da história foi superado pelo lulismo (defensor das minorias) que se confundem, no entanto, retrata a posição evidente (e dependente) da figura do ex-líder metalúrgico e fundador do Partido dos Trabalhadores – PT. Desde o surgimento o PT a rivalidade entre os partidos progressistas se estabeleceu com o PSDB, com a bandeira de centro-esquerda, forjado pelos acadêmicos econômicos, filosóficos e sociológicos que assumiu o governo por dois mandatos com Fernando   Henrique Cardoso, sucedendo Itamar Franco e  dando prosseguimento às reformas econômicas (plano real) e sociais (renda mínima) evidenciando a nova república.

Os primeiros movimentos da direita, após a presença dos militares em 1964 se estabeleceu com a eleição de Fernando Collor de Melo, cujos propósitos não sedimentados em bases populares solidas não sustentou as bandeiras de moralidade e do estado mínimo como proposito da dinâmica econômica. Em 2018, com os desgastes da esquerda em razão do mensalão e petrolão surge a figura de Jair Bolsonaro e a formação do sentimento bolsonarista. Diferente do Lulismo, esse movimento se tornou maior que Jair Bolsonaro, que segundo sociólogos especialista e cientistas políticos, Bolsonaro não apresenta as métricas nos conceitos da extrema direita, pela falta de empatia, de conteúdo filosófico e ideológico dos princípios doutrinários. no entanto se constitui a oportunidade para afirmação, mobilizar e aglutinar os adeptos e simpatizantes.

Próximo do segundo turno da disputa presidencial e em alguns governos estaduais a expectativa se volta para a capacitação da direita, representada por Jair Bolsonaro, e da esquerda por Luiz Inácio da Silva, em definir os rumos do Brasil para os próximos anos. Tanto a direita como a esquerda passaram a deter 30% do eleitorado. Assim a decisão passa a se firmar com a decisão eleitoral a ser tomada pelos 40% restante da população que se divide em conservadores, progressistas e indefinidos. A direita se sustenta nas pautas de nacionalismo, costumes, definições neo-religiosas e redução da presença do estado na economia. A esquerda em politicas sociais promotoras das desigualdades sociais, fomento ao consumo, respeito e autonomia entre os poderes, fortalecimento do federalismo. A direita se apresenta com um histórico em que os militares deixaram o governo com a aprovação de 51% da população, Collor de Mello não concluiu o mandato por irregularidade fiscal, Michel Temer com 42% e Bolsonaro conclui o primeiro mandato com 48%. A esquerda com Fernando Henrique Cardoso 63%, Lula com 87%, Dilma Rousseff não concluiu o mandato por irregularidade fiscal.

Com esse cenário se aguarda o dia 30 de outubro para se conhecer os próximos passos da politica brasileira. O petista Lula venceu o primeiro turno com 48,27% dos votos válidos contra 43,2% sufragados em Jair Bolsonaro. Uma diferença de 6 milhões de votos.

Quem viver verá.

Que DEUS e os Orixás nos protejam.

Adelmo Borges

Por: Adelmo Borges

Mais em Adelmo Borges

Notificação de Nova Postagem
Imagem