Nas últimas eleições majoritárias em que se encontraram na disputa os carlistas e petista, há aproximadamente 16 anos, Paulo Souto, o então candidato deu a partida com 68% das manifestações de apoio a sua postulação. Na época os petistas apresentaram Jaques Wagner para o confronto com a preferência de 11% do eleitorado baiano, isso a quatro meses do dia do sufrágio. Aberta as urnas Wagner vence com 57% dos votos válidos no primeiro turno mantendo o Partido dos Trabalhadores por quatro mandatos (2 de Wagner, 2 de Rui Costa).
Para as eleições de 2022. Os carlistas dispõem de ACM Neto, prefeito da capital por dois mandatos – além de contribuir decisoriamente com a eleição de seu sucessor -, cujas pesquisas eleitorais o apontam com a preferência de 61% concorrendo com o ex-secretário estadual de educação Jeronimo Rodrigues que se apresenta com 34%, em uma cha composta com Lula concorrendo ao planalto central – com 46% da preferência do eleitor brasileiro contra 30% de Jair Bolsonaro, 55% dos baianos, Otto Alencar buscando a reeleição para o senado federal com 28% contra 12 de João Leão. ACM Neto, filiado ao partido União Brasil ainda não identificou os candidatos para concorrerem ao Palácio da Alvorada e para compor a chapa como vice. O UB busca uma negociação com o PSDB, cujo candidato João Dória abdicou da vaga, assim como com o Podemos que até então tem indicado Sérgio Moro – que sinaliza se desfiliar e retirar a pré-candidatura – e com o PMDB que caminha com Simone Tebet, que nas pesquisas não se descola de 1% das preferências eleitorais.
Ao se manter esse cenário e na possibilidade de Eduardo Leite vir a assumir a vaga deixada por João Doria, resta ao candidato do UB optar por Eduardo Leite ou Ciro Gomes do PDT ou seguir independente buscando atrair eleitores descontentes com o PT e do candidato apresentado por Jair Bolsonaro, João Roma, atualmente com 6% das intenções de voto.
Uma estratégia complicada porem possível, diante de um comportamento volúvel do eleitorado baiano ou ser surpreendido por um crescimento inesperado pelas pretensões do ex-secretário de educação, o candidato petista Jerônimo que deve anunciar como candidato a vice o presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, o pemedebista Geraldo Junior.
Nesse amaranhado político o presidente da Câmara de Camaçari, do UB Junior Borges que até então apresentava à população Geraldo Junior – agora candidato a vice na chapa do PT – como candidato a deputado Federal, tende a se explicar com os eleitores locais, com os demais políticos da base governista e com o prefeito Antônio Elinaldo, que faz opção por Azi.
Quem viver verá.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges


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