Tristes recordações

 

Esta semana, depois de quase dois anos com contatos sociais virtuais e os presenciais reservados, apenas, aos essenciais, encontrei alguns amigos de longas e memoráveis datas (20,25,30 anos) para uma cervejinha e atualizar as percepções do quadro político-social. Pessoas de diversas origens sociais e geográficas  importantes durante o processo de formação do meu sentimento critico e fomentador de leituras aprofundadas sobre o comportamento e convivência com as diversidades e melhor compreensão dos elementos em derredor (gênero, cultura, religião, econômica, política, etc.).

Para surpresa minha o debate sobre as questões internacionais, ainda, tem com ponto principal os Estados Unidos da América e a Rússia. A novidade é a aparição da China   como potência econômica emergente. Neste século ainda se contempla as questões do Leste europeu, berço da teoria comunista/socialista e o ocidente fomentador do capitalismo.

A Europa, nada a apresentar a não ser as questões emigratórias e na América Latina as alternâncias de poder entre a direita/extrema direita e a social democracia/socialismo. No Brasil ainda se fala nos reflexos da presença militar de 1964 até a redemocratização, tendo com eventos principais a implementação de uma nova Constituição, em 1988, o plano Real (governo Itamar Franco), o período de hegemonia do PSDB e o surgimento do Partido dos Trabalhadores, o período Collor de Melo, a chegada do PT ao poder central, os avanços sociais e econômicos e os equívocos políticos e administrativos, o governo de Jair Bolsonaro e os retrocessos.

Na Bahia, falamos sobre o período Antônio Carlos Magalhães, o modelo centralizador, a formação de novos quadros, as obras, o populismo e a chegada do Partido dos Trabalhados ao Palácio de Ondina com Jaques Wagner (por dois mandatos) e a continuidade com Rui Costa (também por dois mandatos). Em Camaçari, a história se assemelha com o que ocorreu no governo estadual. Fim da hegemonia Eudoro Tude e ascensão de Luiz Caetano pelo PT e retomada do poder com Antônio Elinaldo (dois mandatos).

Ou seja, nada mudou na essência. As questões mundiais se resumem à hegemonia política, econômica e bélica mundial, notadamente através do controle das matrizes energéticas (alimento, combustivel0, ciência e tecnologia. A América Latina a reboque desses litígios e o Brasil sem encontrar um modelo próprio para nortear um conceito sustentável de desenvolvimento socioeconômico, eliminando a aparição de aventureiros periodicamente como salvadores da pátria.

Como declamava o poeta: “preciso de uma ideologia pra viver”.

Que DEUS e os Orixás nos protejam.

Adelmo Borges.

Adelmo Borges

Mais de