“É preciso arrumar o que tem e pensar no futuro, pensar na chegada do metro e do VLT”, ressaltou o presidente da Câmara Municipal de Camaçari, vereador Júnior Borges (DEM), em entrevista ao Portal Abrantes, que cobriu a Audiência Pública para tratar da situação do transporte público do município, realizada na manhã desta quinta-feira (20/05). O tema foi debatido com a participação dos segmentos, autoridades de trânsito e usuários do serviço.
O gestor pontuou que a Casa Legislativa não pode mais debater de forma amadora, assuntos de interesse público. “Aquilo que for pertinente a situação do transporte público, todas as demandas colocadas aqui, serão encaminhadas como um documento da Câmara de Vereadores para o prefeito da cidade e para a superintendência de trânsito. Semana que vem estarei apresentando um projeto de lei para resolver algumas questões ligadas ao transporte, que não vou anunciar agora, e acho que junto com esse documento vamos conseguir chegar a um denominador comum, e trazer um pouco de alento para o empresariado e para o usuário, que utiliza o transporte público, os mais humildes, que precisam se locomover e a passagem é muita cara”.
Sobre a importância de abrir o debate para que todos os segmentos tenham a oportunidade de expressar suas demandas, o parlamentar disse que a democracia tem que prevalecer sempre. “Em Camaçari temos mais de 300 mil habitantes, temos tudo para ter um transporte público eficiente, com tudo está sem uma diretriz, sem direção, mas a partir do momento que a STT vem a essa Casa, coloca o planejamento dela, vamos cobrar. A licitação pode acontecer, como eu também posso conceber. Então, até a licitação, temos que criar um meio termo para que as pessoas possam se movimentar. Não pode ser uma decisão pessoal, tem que ser coletiva, a gente não pode misturar as coisas”.
O presidente ressaltou que o Projeto de Lei (PL) tem que atender aos interesses da sociedade, dos empresários e que possa gerar também oportunidades de emprego. “É preciso equilíbrio nas nossas falas e acima de tudo nas nossas decisões. Em 2011 cometemos um equívoco, que a linha de coletivo com a linha complementar iria dar um problema e deu, vemos o reflexo hoje, onde uma empresa grande que existia aqui, não aguentou e foi embora. Não tem como sustentar um sistema coletivo e complementar andando na mesma linha, sendo concorrentes um do outro, aí vem o advento do transporte como o mototáxi, o ligeirinho, e estrangula o sistema de táxi da cidade, então tudo isso temos que olhar”.
O transporte para costa também foi pautado na audiência e para o vereador Junior Borges, é preciso acabar com o discurso de Camaçari “de lá e de cá”. “Me incomoda essa fala, não existe duas cidades, existe uma e que precisa ser enxergada dessa maneira por todos os setores. Nós temos uma missão, a imprensa e os vereadores, de mostrar os lugares onde o transporte público não chega, temos que potencializar o nosso turismo, vender no bom sentido a nossa cidade, que é vocacionada para o turismo, mas temos também a agrícola e a indústria”.
Para finalizar, o gestor falou de suas expectativas após sua passagem pela direção da Câmara Municipal. “Todo presidente tem o desejo de que quando sair, possa de fato entregar um legado para dar continuidade, e modéstia parte eu tenho me dedicado muito a fazer um parlamento diferente daquele que encontrei em 2013. Não quero aqui de maneira nenhuma julgar os meus antecessores, cada um tem uma postura diferente e a minha não poderia ser outra que não essa, eu sou inquieto, eu quero que as coisas aconteçam com agilidade, com precisão, com rapidez, sem perder a responsabilidade de fazer o que é certo, observando todos os contraditórios e de maneira legal”.



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