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Camaçari

Delegada da 26º DT de Abrantes fala em entrevista do trabalho realizado no distrito e das dificuldades enfrentadas na pandemia

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Em mais um Papo Aberto, Papo Reto, o Portal entrevistou Dra. Danille Monteiro, titular da 26º Delegacia Territorial (DT) de Vila de Abrantes, na costa de Camaçari. A delegada na oportunidade falou sobre o trabalho realizado na orla, os problemas enfrentados pela unidade no dia a dia e as dificuldades que surgiram com a pandemia da Covid-19.  

Iniciamos a entrevista questionando a delegada sobre o homicídio que aconteceu nesta segunda-feira (26/04), no distrito, onde ela destacou a importância de prender os acusados para inibir outros crimes. “Graças a Deus Abrantes se tornou um local tranquilo enquanto ao número de homicídios, e a gente já está em campo para elucidar, já colhemos algumas informações, mas eu preciso da ajuda da comunidade. Um homicídio elucidado é a certeza que outros não virão. Quanto mais crimes resolvidos, menos crimes acontecem, desestimulando a criminalidade”, ressalta.

A importância do registro dos Boletins de Ocorrência (BO) pelas vítimas, foi destaque na fala Dra. Daniele. “Fazemos um trabalho junto à comunidade e peço a ela que nos ajude. Está tendo roubo está, o nosso país está em um momento economicamente ruim e com isso aumentam os crimes contra o patrimônio, os roubos e furtos. Mas, o mais importante é que a população não deixe de trazer o fato para a delegacia, porque a gente pode estudar ele, analisar o perfil de quem está cometendo os crimes e conseguimos muitas vezes o êxito”, disse.

Sobre os últimos registros que chamaram a atenção da titular na região, estão um outro caso de estupro e a prisão de um pedófilo. “É importante a proteção as nossas crianças, a gente precisa permitir a elas uma infância saudável, e precisamos evitar os abusos e lutar contra isso. As mães, quando descobrirem uma situação de abuso, têm que trazer ao nosso conhecimento, para que a gente consiga cessar essa situação e com a pandemia aumentaram esses casos em média 20%. Nós temos um trabalho de parceria com o Conselho Tutelar, temos uma conselheira aqui que faz um trabalho bonito que é a Edilene Maria”, exaltou.

A delegada explica que a polícia tem um grupo no whatsapp com agentes de toda a região, para fechar o cerco contra a criminalidade e impedir a fuga de suspeitos. “Quando a vítima registra o BO o quanto antes, essas informações são passadas e imediatamente interceptamos o autor. Por exemplo, o cara rouba aqui em Abrantes e desce para Lauro de Freitas, ele é interceptado no meio do caminho. Tivemos um caso semana passada de um carro amarelo realizando roubos aqui, que prendemos em Lauro”, relata.

Dentre as localidades da região com maior número de registros de homicídios no momento, a Cetrel tem preocupado Dra. Daniele. “A gente só reduz homicídio elucidando ele, para isso temos que prender quem mata. Os homicídios ocorrem especialmente por questões de tráfico, porque quem trafica sabe que faz o errado e quando chega um rival ou a própria associação criminosa, ele foge e sempre quem morre é um pai de família, então para evitar que mais sangue se derrame, precisamos que a população denuncie”, alerta.

A equipe da 26º DT tem enfrentado problemas estruturais e de pessoal, a exemplo de um das viaturas que está em manutenção. “Quero inclusive agradecer a Prefeitura de Camaçari que sempre quando um carro nosso quebra, eles levam para um oficina deles e consertam, se fosse para uma oficina do estado seria mais demorado devido a demanda já que é muito mais requisitada. Por conta da pandemia temos poucos policiais, alguns estão afastados e a gente não tem conseguido dar a resposta a sociedade que gostaríamos, mas estamos aqui com vontade de trabalhar”.

A pandemia trouxe luto para a unidade policial de Abrantes, com a morte de dois agentes. “Um policial antigo chamado Banha, competente, com uma história bonita na polícia, foi chefe de SI de alguns lugares, faleceu mês passado. E nosso Borri,que morreu no início da pandemia, um nome conhecido na polícia civil, com uma trajetória bonita também, realizou muitas prisões, chegou a ser chefe do SI aqui, inclusive não ficou mais tempo porque não queria, perdemos um grande guerreiro, e nosso sonho é homenagear ele com uma sala, mas está faltando recurso para fazer isso, pois temos que resolver antes um problema de infiltração no corredor”, finalizou.

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