Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp
Traduzir:

Desculpem meu equívoco!

Compartilhar com UTM
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.

 Permitam, através deste canal, reconhecer o equívoco cometido, elogiando e aplaudindo a gestão municipal pela implantação de um posto fixo de fiscalização para inibir, em parte, a disposição de lixo, retirada ilegal de areia das dunas na via de ligação Abrantes à Jauá.

  Confesso publicamente que só hoje tive ciência que a instalação do posto fora iniciativa do Centro de Estudos, Pesquisas e Ações Socioambientais de Camaçari (AVP), pago pelo Centro, por força do contrato celebrado com a empresa Lyceg Segurança Patrimonial, durante 30 (trinta) dias, no valor de R$ 22 mil reais.

 Em tempo, cabe-me de forma tempestiva, retirar os elogios e aplausos consagrados no texto "Aviso aos Navegantes" à administração municipal, de imediato, transferir para quem de direito, no caso o Centro AVP.

 A atitude do AVP consagrada com a implantação e custeio do posto fixo, praticamente inibiu a deposição inadequada de lixo e roubo de areia das dunas. Atendeu o dever da comunidade em defender e preservar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações, estabelecido no artigo 225 da Constituição Federal. 

 Tudo leva a indicar que gestão municipal parece desconhecer os deveres constitucionais definidos nos artigos 23 e 225, e inclusive Camaçari não contar em lei, sua Política Municipal de Meio Ambiente, necessitando que a sociedade civil, sem poder de polícia, tenha iniciativa, mesmo temporária, de inibir a degradação ambiental, missão institucional do poder público.

 Essa falta de protagonismo ambiental da gestão municipal, destoa frontalmente da preocupação mundial com sustentabilidade. Nega o direito de todos a um ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, artigo 225 CF.

 Não possível, que ainda no século XXI, ainda não seja adotado o subtítulo da 1 ª Encíclica do Papa Francisco – Louvado Sejas que diz “Sobre o Cuidado da Casa Comum”, referindo-se ao cuidado com o meio ambiente e com todas as pessoas, bem como das questões mais amplas da relação entre Deus, os seres humanos e a Terra.

 Será que vai ser necessário São Tomás de Aquino se afastar de suas obrigações canônicas para exercer a gestão ambiental de Camaçari? Repito a pergunta!
 O descompromisso com a sustentabilidade ambiental em Camaçari, é de tal forma que ditado “Manteiga em venta de gato” não se aplica como também não se trata de “Alegria de pobre dura pouco”.

 Para finalizar com um “Aviso aos navegantes”, uma gleba nas proximidades do condomínio Mundo Verde, situado no início da via Parque está sob ameaça ou sendo invadida.

Alterado em 25/09 ás 17.49

Por: Paulo Chiacchio: Engenheiro agrônomo, doutor em Agronomia, ex-professor e ex-diretor da Escola de Agronomia Ufba, ocupante de diversos cargos públicos estadual e municipal.

Mais em Paulo Chiacchio

Notificação de Nova Postagem
Imagem