O Partido dos Trabalhadores ainda não anunciou oficialmente, mas o governador Rui Costa (PT) afirmou na manhã dessa sexta (3/6) que a legenda caminha para abrir mão de candidatura própria na corrida pela prefeitura de Salvador.
Como já vinha sendo especulado, a tendência é que o partido apoie a candidatura de um aliado. Nesse campo de possibilidades, o PSB, da senadora Lídice da Mata, é o mais provável, seguido pelo PCdoB, porém, com menores chances de aliança, como apontam líderes petistas nos bastidores.
A dificuldade que o PT enfrenta para apresentar uma candidatura com musculatura política e capaz de defender o projeto do partido em um embate direto com o prefeito ACM Neto (DEM), nome favorito até então, faz a agremiação recuar e estudar a estratégia de ocupar a vice de um aliado com maior força na capital baiana.
A senadora Lídice da Mata ainda não decidiu se disputará a prefeitura, mas nos bastidores, seu nome já teria sido colocado com a condição de que o governo estadual teria a candidatura da socialista como a principal no cenário eleitoral de Salvador.
Em entrevista à rádio Metrópole FM, o governador Rui Costa traçou o cenário que se desenha para o Partido dos Trabalhadores nestas eleições.
“O PT, a princípio, caminha para não ter candidato e apoiar candidatura de outro partido. O partido já está dialogando com outras legendas e vai ter um processo decisório interno no partido para definir apoio à outra legenda. Nas cidades onde o PT estiver melhor posicionado, receberá apoio. E onde tiver aliados com melhor posicionamento, o PT apoiará. Essa conversa está acontecendo e no caso de Salvador, o PT estaria se inclinando a apoiar outro partido político”, garantiu o chefe do Palácio de Ondina.
No PCdoB, houve especulação sobre o nome de quem seria a postulante à prefeitura. A deputada federal Alice Portugal já havia se colocado desde o ano passado, mas surgiu no início deste ano a conversa de que a secretária de Políticas para Mulheres, Olívia Santana, também estaria no páreo internamente.
No PT, segundo fontes ligadas à cúpula do partido, o nome preferido para um eventual apoio seria o da secretária comunista. Nesse sentido, o próprio governador Rui Costa externou sua vontade. “Já passou do prazo [de se afastar do cargo]. Seria excelente, mas sinto não ter conseguido convencer as lideranças dessa possibilidade. Daria um excelente debate na cidade”, disse.
Tribuna





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