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Dia internacional de Conservação dos Tubarões

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O Dia Internacional de Conservação dos Tubarões (Foto 32), é comemorado, anualmente, em 14 de julho, conforme definido pelo Workshop Regional sobre Tubarão no Atlântico Sudoeste, do qual participaram mais de 30 instituições. 

O evento foi organizado pela Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (Wildlife Conservation Society/WCS), baseada no relatório sobre a necessidade de conservação do tubarão (Carcharias taurus). Essa espécie de tubarão de grande tamanho, também conhecida por mangona, sarda, vive nas águas litorâneas da Argentina, Brasil e Uruguai. 

Os tubarões são importantes predadores na cadeia alimentar marinha, atuam como reguladores das diversas espécies de peixes, crustáceos, regulam a população de invasores e garantem a saúde dos mares, removendo os animais doentes, moribundos e mortos. 

A pesca excessiva, descontrolada e a poluição dos oceanos, principalmente causada pela disposição inadequada de plásticos, resulta em perda de habitats, levou muitas espécies de tubarões entrarem para lista de espécies ameaçadas de extinção. 

Convém salientar a existência de uma grande quantidade de espécies de tubarões, cerca de 300 distribuídas nos oceanos, pertencentes a oito Ordens, sem levar em consideração mais de mil espécies fósseis. Nesta publicação serão mencionadas as espécies mais mortais dentre as 88 de ocorrência nos mares brasileiros, a saber: 

·   Tubarão cabeça-chata: vivem em água salgada ou doce. Considerado muito perigoso ao homem em águas fluviais. Pode atingir até 3,5 metros de comprimento. Ocorre na costa brasileira, especialmente em Recife.
 
·      Tubarão-branco: é um predador com até oito metros de comprimento, comumente encontrado no litoral carioca.
 
·      Tubarão-tigre: muito frequente no litoral brasileiro, principalmente no litoral pernambucano. É muito agressivo, porém só ataca se ameaçado. 

·      Tubarão-mako: também conhecido por tubarão-anequim. Tem grande capacidade de nadar, atingindo 120 km de distância. Ocorre em todo o litoral brasileiro e pode chegar 4,3 metros de comprimento. 

·      Tubarão-cinza: também conhecido por tubarão-mangona. Pode atingir 3,9 metros de comprimento, não é agressivo, só ataca quando ameaçado. 

·      Tubarão-azul: também conhecido por “tintureira”, corpo alongado, nadadeiras peitorais grandes, ocorre em águas subtropicais, tropicais e temperadas com profundidade de até 350 m. Alimenta-se vorazmente de peixes e cefalópodes é perigoso para os náufragos.
 
·      Tubarão-limão: é encontrada no oceano Atlântico, nas regiões tropicais e subtropicais da costa da América do Sul e da América do Norte. Não é muito agressivo, só ataca se ameaçados.

É indiscutível a necessidade de proteção dessas espécies de peixe, devido ao papel para a saúde dos oceanos, no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, através da adoção de medidas conservacionistas, quiçá preservacionistas, a exemplo de se coibir a pesca descontrolada e proteger os habitats.

É também preciso desmistificar os tubarões perante a sociedade como monstros indesejáveis. São criaturas magníficas, cada vez mais ameaçadas pela pesca excessiva para tender a demanda mundial de sopas com as barbatanas ou nadadeiras, de consumo da carne, a fabricação de adornos, colares com os dentes. 

No dia 14 de julho de 2022, data comemorativa para Conservação dos Tubarões, a Sea Shepherd, lançou a Defesa do Tubarão (Shark Defense), no Brasil com o objetivo de defender os tubarões no Arquipélago de Fernando de Noronha, via promoção de atividades de educação ambiental aberta sobre a real situação dos tubarões com cursos, documentários, palestras e workshops remotos e presenciais.

A Sea Shepherd, propôs ao ICMBio, a médio prazo, realizar estudo para investigar e monitorar a população de tubarões em Fernando de Noronha.

 Resultados preliminares da pesquisa social a nível nacional, realizada em parceria com a HSR Specialist Research, julho de 2022, apontou que 95% da população brasileira não concorda com o abate para evitar o ataque às pessoas no arquipélago. Entretanto, 62 e 59% apoiam educar os turistas e o monitoramento das praias, respectivamente. 

A título de informação a Sea Shepherd é uma organização internacional, criada em 1977, sem fins lucrativos com a missão de defender, conservar e proteger a vida selvagem e ecossistemas marinhos, cujo site: www.seashepherd.org.br.

 “Não existe ‘tubarão assassino’ e sim ser humano invasor’.

 Desconhecido
 

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Por: Paulo Chiacchio  Engenheiro Agrônomo

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