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Servidores públicos cobram intervenção da Câmara Municipal em relação à greve

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 Fotos Moura Positivo/Portal Abrantes

Em mais uma tentativa de acabar com o impasse em relação ao aumento salarial solicitado pelos servidores públicos de Camaçari, que estão em greve a mais de 50 dias, a categoria se reuniu com os vereadores na manhã desta terça-feira (24/05) na Câmara Municipal, para pedir que os parlamentares cobrem do Poder Executivo uma resolução para esse problema.

 

Os servidores acusam o governo de mentir ao justificar que não pode pagar o reajuste devido ao encolhimento da receita. Por isso solicitaram dos vereadores que fiscalizem as contas do executivo municipal.

 

“É um equivoco dizer que não tem dinheiro, já que encerramos 2015 com R$ 889 milhões de receita corrente liquida. E no primeiro bimestre de 2016 encerramos com mais de 900 milhões e o relatório de abril ele não apresentou, escondeu, por isso essa casa tem que fiscalizar o que está acontecendo”, disse Edimilson das Dores, representante do Movimento SOS Servidor.

 

A prefeitura Municipal soltou uma nota dizendo que seria cortado os dias não trabalhados dos servidores que insistiam com a greve, após determinação da justiça do retorno imediato de 70% da categoria. “Nunca pensei que iria ver um governo de esquerda ameaçar de cortar ponto de servidores que estão apenas lutando pelos seus direitos. O executivo está tendo uma postura tirana, e no dicionário diz que os tiranos se sentem acima da lei e é o que Ademar está fazendo, passando por cima da lei que determina o pagamento do retroativo, se achando acima da Constituição Federal”, destacou Edimilson.

 

De acordo com informações do SINDSEC (Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari), o advogado da categoria está entrando com uma ação na justiça de assedio moral, por danos morais e matérias, contra o secretário da educação do município, Juipurema Sandes e Lezineide Andrade secretária da administração.

 

No inicio do mês de maio deste ano, uma sessão especial com a participação de representantes da prefeitura, foi realizada com o objetivo de esclarecer o porquê do poder executivo não pagar o valor solicitado pela categoria. Nada foi resolvido e a prefeitura levou o problema para a justiça onde houve a judicialização da proposta de reajuste 10,67%, sendo que 2% seria pago assim que o acordo fosse fechado e 8,67% em outubro.

Os vereadores durante a reunião de hoje com a categoria foram chamados de omissos e se defenderam da acusação. “Estamos abertos ao debate, à cidade não suporta mais esse desgaste pelo fato dessa mesa contínua de negociação não resolver nada. Vamos fazer uma provocação junto ao desembargador para tentar resolver o problema da greve”, disse o líder do governo na Câmara, vereador Gilvan (PT).

 

Já o presidente da Casa, o vereador Marcelino (PT) destacou que o poder da caneta está nas mãos do Prefeito Ademar Delgado. “Não existe omissão, sempre ouvimos a categoria, mas não posso fazer o papel do prefeito, não posso assinar o aumento dos servidores, o que podemos fazer é sentar para conversar usando o nosso jurídico já que o problema está na justiça, porém não temos condições de interferir no processo”.

Por: Redação Portal Abrantes

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