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Camaçari

Ambientalista Rivelino Martins realiza em Arembepe mais uma edição do Festival Cultural Encontros de Gerações e Contação de Histórias

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No último sábado (13/05), foi realizada a 3º edição do “Festival Cultural Encontro de Gerações e Contação de Histórias”, promovido pelo o ativista e ambientalista Rivelino Martins. O evento reuniu na Praça dos Coqueiros, em Arembepe, diversos movimentos culturais, artísticos, ambientais, exposições de fotos, culinária ancestral, além da participação de mestres e mestras, em uma manhã movida a homenagens, alegria e reencontros.

Para o anfitrião, o sentimento de pertencimento o impulsiona a realizar o evento. “É um trabalho de resgate da nossa identidade. Por exemplo, aqui em Arembepe teve um naufrágio há 60 anos, onde tinham cinco tripulantes, e o único sobrevivente foi regatado há 60 quilômetros de Arembepe, na praia de Porto de Sauipe, por pescadores. Então, muitas pessoas daqui da comunidade não sabem disso, não sabem a história do saudoso Tiborna, que constituiu umas das maiores famílias de nossa comunidade, a família Bispo. E esse festival cultural traz histórias como essa, essa magia ancestral”, ressaltou Rivelino Martins.

O Festival contou com participações ilustres, como as Cheganças Feminino e Masculina, moradores da Aldeia Hippie e veranistas dos 70 e 80. “Aqui hoje temos também a presença do Mestre Lua de Bobó, um dos maiores ícones da capoeira, que já andou por mais de 50 países. Além disso estamos ofertando um culinária ancestral, com o caruru dos sete meninos, a moqueca de folha, que no passado a gente fazia muito, e que estamos tentando resgatar. Tanto Arembepe como Vila de Abrantes são comunidades históricas, e estamos tentando trazer para o presente, nossa cultura e nossa identidade”, salientou Rivelino.

Nativa de Arembepe, Fabiana Franco, destacou a importância de valorizar as histórias dos antepassados. “Esse encontro é uma oportunidade para varias pessoas se juntarem em um debate de multiculturalidade, principalmente em um momento como esse, onde as pessoas negam até a existência dos povos tradicionais, dos povos originários, da onde na verdade surgiu Camaçari. Aí temos a participação dos índios, os Tupinambás, a marujada, os pescadores. Fico muito triste quando vejo as pessoas negarem sua existência, porque um povo que não sabe da onde veio, está fadado a fracassar”, exaltou.

A ex-secretária de Cultura de Camaçari, Branca Patrícia, reforçou a importância do Festival. “Aqui é contado a nossa história, mostra as nossas belezas e nossa gente. É importante que as pessoas se identifiquem, se reconheçam no movimento cultural que é Arembepe. Aqui podemos ouvir histórias contadas por nossos griôs, aí tem dona Bete da Chegança Feminina, a presença de Ajax que conta a história dos pescadores, a presença de Rivelino, esse amante, esse protetor do meio ambiente, e que muito luta para que Arembepe continue sendo esse paraíso. É a oportunidade de ver a Chegança e a capoeira com os mais jovens, a fanfarra de Vila de Abrantes, encontramos velhos amigos, aqueles que estão sempre aqui trabalhando para que a nossa comunidade cresça, sem perder a essência, sem perder aquilo que projetou Arembepe para o mundo, que ainda resiste e que precisa desse olhar mais cuidadoso, carinho, cultural e com a responsabilidade de cuidar de quem vivi aqui", disse.

O também ex-secretário de Cultura, Vital Vasconcelos, exaltou que Arembepe é seu lugar no mundo e que Rivelino tem um papel fundamental na preservação do lugar. “Um lutador incansável pela preservação da nossa natureza, particularmente em Arembepe, mas de toda Camaçari também, sempre envolvido nessas lutas. E para nós pavimentarmos o futuro, temos que conhecer e reconhecer o nosso passado, e esse encontro de gerações possibilita isso, que todos aqueles que participaram e construíram essa localidade, que é rica culturalmente, sejam conhecidos por outras gerações. Então Rivelino, que é uma pessoa extremamente amável, que se relaciona muitíssimo bem com todos, é agregador, que consegue juntar tanta gente boa em um evento como esse, para contar, apresentar e valorizar histórias”, ressaltou.

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