Os números de uma das maiores unidades escolares de Camaçari, o Centro Educacional Marquês de Abrantes (CEMA), chamam a atenção. São mais de 1.500 alunos, distribuídos em 18 salas, educados por 56 professores, com o apoio de 36 servidores. A escola localizada na Rua Direta do Buris, em Vila de Abrantes, trabalha com alunos do 6º ao 9º ano, moradores do distrito e de comunidades da região.
O CEMA é gerido pela diretora Heliane Leão, que administra a escola com muita dedicação e comprometimento. Querida pelo corpo docente e discente, a educadora ressalta que já se sente um patrimônio do colégio.

Para a educadora, que orgulhosa diz que a escola conta com o quadro completo de professores, sente falta apenas de um psicólogo, principalmente após a pandemia da Covid-19. “É fundamental a inclusão de um psicólogo dentro da escola. Meninas na sua maioria, me perguntam se temos convênio com algum psicólogo, eu digo que não, até porque a gente não tem um Caps aqui em Abrantes que atenda criança e adolescente. Muitas vezes os pais, mesmo sabendo que os alunos precisam, não aceitam porque acham que esse tipo de profissional é para maluco, então acabam levantando uma barreira. E essa criança, adolescente e esse jovem pedem ajuda na escola. Trabalhamos com um grupo, dentro do que a gente pode, com a realização de palestras e também chamamos para o diálogo quando percebemos uma necessidade. Fazemos o acompanhamento de alguns alunos que precisam de uma atenção especial”, destacou.
A escola recebeu essa semana, tênis que fazem parte do fardamento distribuído pela Prefeitura Municipal, além de absorventes. “As meninas, que estão em situação de carência, chegam aqui para pedir, e tem as ocasiões que elas são surpreendidas na escola com a chegada do fluxo menstrual. A gente entrega para quem precisa, e deixa uma parte para reserva, uma emergência. Fomos contemplados com muitos absorventes e estamos ajudando muitas meninas”, ressaltou.

Em uma época de tanta tecnologia, internet, redes sociais, a diretora se depara com algumas dificuldades de comunicação com os país dos alunos. “Eu sonho com uma escola onde realmente aconteça parceria, e hoje o que mais a gente sofre é com a ausência das famílias. As vezes quando você quer falar com um pai, e tem que ligar para um vizinho para dar recado, um avô, um tio, para a mensagem poder chegar até os pais. Mandamos mensagens em um grupo de WhatsApp para saber se alguém conhece, porque estamos com alguma demanda daquele aluno, é muito complicado e isso mexe muito com a gente”, pontuou a gestora Heliane Leão.
Laboratório de informática

O Portal acompanha desde sempre, o desenvolvimento do CEMA, e o laboratório de informática, que começou tímido, com poucos computadores, hoje oferta 80 máquinas para os alunos da rede pública municipal. O monitor, Jim Costa, ressaltou que o laboratório é exclusivo para atividades pedagógicas. “Ou trabalhamos em conjunto com um professor de alguma disciplina, damos aula de informática ou um curso relacionado a tecnologia. Na sala aplicamos também avaliações da Seduc, ou da própria escola, onde as vezes utilizamos formulários digitais, com correção automática”, explica.
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Nas próximas semanas o laboratório vai receber os alunos para aplicação de provas de português e matemática, para diagnóstico da Secretaria de Educação de Camaçari (Seduc). “O objetivo é medir o nível de conhecimento dos alunos, relacionado a série anterior que eles cursavam, para fazer o ranqueamento e avaliação. A partir dessa prova a secretaria vai fazer um planejamento de como será feita a abordagem pedagógica desses estudantes”, ressaltou Jim Costa.
Todas as séries do Marquês utilizam o laboratório, que tem apenas um monitor, e conta com o apoio de técnicos da Seduc. “Se não fosse a diretora Heliane, esta sala não estaria assim, porque ela faz questão que o profissional permaneça na sala para fazer seu trabalho. Já trabalhei em quatro escolas de Camaçari, essa foi a única que permaneci de verdade no laboratório de informática, desempenhando o papel que eu fui contratado. Ela fez questão de correr atrás dos equipamentos, da organização da sala, da manutenção do ar-condicionado, armários, tudo aqui foi graças a ela”, ressaltou.
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Ginásio de esportes
Um espaço bastante disputado pelos alunos do CEMA é o ginásio de esportes, comandado pelo professor de Educação Física, Jayme. Para ter acesso ao equipamento, é preciso ir bem dentro da sala de aula. “É a contrapartida, como eu chamo. Eles esperam esse momento ansiosamente toda semana, onde vão deixar um pouco de lado os livros de matemática e português, para vir para a parte lúdica. Deixamos eles à vontade, mas ao mesmo tempo trabalhamos algumas atividades. Condiciono a vinda deles aqui ao comportamento e a limpeza da sala de aula”, salientou.

Vale pontuar que a cobertura do ginásio precisa de manutenção, já que em períodos chuvosos molha a quadra em alguns pontos.
Biblioteca
Com vários armários e milhares de livros, a biblioteca do CEVA auxilia nas atividades apresentadas dentro de sala de aula. O espaço também está sempre lotado de alunos buscando informação, conteúdo e conhecimento.







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