O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) ajuizou na segunda-feira (06) uma ação civil pública em que pede que o vereador Sandro Fantinel (sem partido), de Caxias do Sul, na Serra do RS, pague uma indenização de R$ 300 mil pelas falas em referência aos baianos encontrados em situação de escravidão em Bento Gonçalves.
Na última terça-feira (28), Fantinel usou a tribuna da Câmara de Vereadores para pedir que os produtores da região "não contratem mais aquela gente lá de cima", se referindo a trabalhadores vindos da Bahia. Além disso, disse que "a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor".
O vereador se referia aos homens encontrados em situação semelhante à escravidão em um alojamento de Bento Gonçalves. A maioria deles, contratados para a colheita da uva, veio do estado nordestino.
Caso o vereador seja condenado, o valor da indenização seria destinado ao Fundo para Reconstituição dos Bens Lesados (FRBL), vinculado ao MP-RS e gerido por um conselho formado por representantes do órgão, do Poder Executivo Estadual e de entidades sociais. O fundo é destinado a ressarcir a sociedade por danos causados à dignidade de grupos raciais, étnicos e religiosos, entre outros.




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