Quem trafega no sentido Litoral Norte da Bahia, logo depois da divisa entre as cidades de Lauro de Freitas e Camaçari já deve ter notado uma grande estrutura com vários boxes que comercializam artesanato.
O local é conhecido como Artesanato do Sucupió e fica localizado na comunidade do Sucupío, em Camaçari. Com 23 boxes, o espaço oferece uma variedade de produtos que vai de forro para pergolado até puffs, armários, cortinas, persianas e panela de barro, tudo fruto do artesanato e o trabalho manual que os comerciantes desenvolvem.
Carlida Moura é uma das comerciantes do local. “O espaço aqui é ótimo, temos estacionamento para os clientes, inclusive, com a abertura da padaria Caprosa mais clientes vieram para conhecer aqui o nosso espaço”, contou ela.
Ainda segundo Carlinda, muitas pessoas estão envolvidas no negócio. “Aqui funciona como uma oficina, desde novos as pessoas aprendem e passam o trabalho por gerações”, completou.
São várias pessoas envolvidas na linha de produção desses produtos, desde a retirada do material, até o tratamento. Todos inclusive são moradores da comunidade de Sucupió. É o que conta a comerciante Fátima Pinto.
“Essa palhinha que gera os nossos produtos é preparada aqui mesmo na comunidade, ela que da origem aos produtos artesanais que fazemos aqui”, ressaltou ela que há cerca de 20 anos trabalha no artesanato.
Dificuldade
Os comerciantes relataram que o maior problema do local tem sido uma passarela improvisada instalada pela Concessionária Bahia Norte, empresa do grupo Monte Rodovias, responsável pela construção e operação da Via Metropolitana.
“Nossa maior dificuldade aqui é a passarela que está inacabada e caindo aos pedaços. Durante a noite é assustador porque não tem segurança, não tem iluminação, nada, as pessoas preferem se arriscar e atravessar pela pista” contou Carlinda.
A estrutura foi instalada após vários protestos de moradores, porque na época que foi construída, a Via Metropolitana alargou a pista o que complicou a travessia dos populares que moram na região.
Desde a instalação até agora a passarela segue sendo provisória e motivo de desentendimento entre a Bahia Norte e a Concessionária Litoral Norte, que administra a BA-099. As duas empresas não decidem de quem é a responsabilidade pela instalação do equipamento permanente.
No meio disso tudo tem a Agerba, órgão do governo do estado que é responsável pela regulação e fiscalização das duas empresas. O órgão já foi procurado pelos moradores da comunidade e até o momento não tomou uma decisão sobre a responsabilidade do equipamento.
Enquanto nada se decide a Bahia Norte é a empresa que arca com os custos de manutenção da passarela, que já registrou desabamento na rampa de acesso, além de sofrer com os desgastes do tempo.




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