Durante visita a Vila de Abrantes, na manhã desta segunda-feira (25/10), para a inauguração de núcleo e vistoria de obra, o Portal Abrantes aproveitou a presença do prefeito Elinaldo Araújo, para fazer alguns questionamentos solicitados ao site pela população. Em mais um Papo Aberto, Papo Reto, o gestor falou sobre o andamento das obras realizadas na costa e em especial no distrito.
Sobre as críticas que recebe em relação a demora na conclusão de obras e sobre as intervenções prometidas e ainda não iniciadas, o chefe do executivo destacou que os esforços nos últimos dois anos foram investidos, em especial, no enfrentamento da pandemia da Covid-19. “Todo agente público tem que estar preparado para críticas e elogios, muitos concordam com nosso modelo de governar e outros não, e isso tem que ser respeitado. Aqui mesmo em Vila de Abrantes nós encontramos tudo desorganizado, mas já está diferente. O prefeito vive de decisão, nós tínhamos uma dificuldade enorme aqui com a questão da saúde da Fonte da Caixa, de Buris de Abrantes, com o nosso PA que tivemos que buscar requalificar, implantamos o nosso distrito sanitário, fizemos várias obras de pavimentação, e o Tudão e a Praça da Matriz tivemos problemas porque são obras estruturantes, tivemos as chuvas que atrapalharam e a pandemia que ninguém estava preparado para enfrentar”, explicou.
O prefeito reconheceu que as cobranças da população através das matérias de denúncias publicadas pelo Portal resultaram em obras. “Vila de Abrantes é uma comunidade ativa, que briga muito por seus direitos, e analisando bem as coisas vem acontecendo, e parte disso vem das cobranças que vocês apontam. Sobre a Fonte do Buraquinho é uma obra que estamos realizando com contrapartida, a Lagoa da Estiva vamos urbanizar e tornar um lugar mais atrativo. E quem diz que não estamos fazendo nada torce contra a cidade. Acho que as pessoas podem cobrar, só não podem dizer que não fiz nada”, salientou.
Questionado sobre o ordenamento da Avenida Tiradentes, por conta das barracas e ambulantes que ocupam os passeios, o gestor destacou que é uma questão sócio-econômica e que precisa ser debatida. “Temos que dialogar muito com esses comerciantes, ver uma maneira para aqueles que possam ficar, remanejar ou buscar outra alternativa, a gente só não pode prejudicar a população. Tem que ser estudado, nós fizemos obras de passeios, drenagem e agora falta o recapeamento. Tem alguns contratos não só de Camaçari como a maioria dos municípios, que tiveram que rever a questão do reequilíbrio de preços que subiram, e os órgãos de controle agem de maneira fria e nem tudo que as empresas pedem nós podemos dar, temos que discutir, ver a viabilidade técnica para autorizar, porque são obras que os empresários estão dizendo que não têm como executar, mas estamos discutindo para que elas sigam avançando”, afirmou.
O incentivo ao turismo na costa também foi pontuado durante a entrevista. Para o prefeito o desenvolvimento dessa área é uma questão cultural. “Já investimos em iluminação, melhoramos a pavimentação, fizemos obras estruturantes como a Praça do Papagaio, vamos requalificar a lagoa de Jauá, temos projeto para Itacimirim. A saúde também faz parte do turismo, por isso melhoramos a nossa UPA de Arembepe, o PA de Abrantes e vamos melhorar o PA de Monte Gordo. Acredito que precisamos fazer um calendário turístico, temos que anunciar no mês de janeiro o que vai acontecer na Costa do Coqueiro durante o ano, em Mata de São João, Subaúma, Lauro de Freitas, Praia do Forte, porque um evento puxa o outro. Isso precisa ser uma discursão com todos os prefeitos para nós organizarmos um calendário turístico, para que o turista possa se programar para ir para a nossa região, e é nesse sentido que estamos trabalhando”, finalizou.





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