Uma estrutura diferenciada, com espaço para eventos, diversas opções de pães, salgados e doces, serviço de café da manhã, almoço e jantar, além de pizzaria. Tudo isso era encontrado na Bibi Gourmet, em Camaçari, que tem passado por momentos difíceis em função dos decretos de restrição e fechamento do comércio, como forma de enfrentamento a pandemia da Covid-19.
O Portal Abrantes conversou com o empresário Thayb Silva Pinheiro, para saber dos desafios enfrentados e como a Bibi tem sobrevivido a essa crise econômica, que afeta todo o país. “A economia como um todo foi amplamente atingida pelos impactos da pandemia. A gente sabe que graças a Deus alguns setores foram privilegiados, como é o caso das farmácias e supermercados. Eu sempre falo que o dinheiro não sumiu, mas o curso natural que existia antes da pandemia deixou de existir, o fluxo mudou. De alguma forma gerou um desequilíbrio muito grande para a economia e para determinados seguimentos como no meu caso, de bares e restaurantes. Foram os setores mais atingidos”, ressaltou.
Segundo Thayb, com o fechamento do comércio, foi preciso reduzir o quadro de colaboradores da Bibi Goumert que empregava mais de 60 pessoas. “Os bares e restaurantes no Brasil são responsáveis por seis milhões de empregos e na primeira onda da pandemia 30% desses estabelecimentos fecharam e os que conseguiram remar e chegar até aqui, estão atravessando um momento muito difícil. A grande questão, como diz minha sogra Bibi, é que a gente pensou que fazia planejamento, mas entendemos com a pandemia que o que fazíamos era rascunho, os planos são os de Deus. Na verdade estamos em um momento de aprendizado, tudo que a gente sabia, construía baseado em determinados acontecimentos, tudo isso mudou e veio por água abaixo”, desabafou.
Mesmo com a reabertura das atividades comerciais na semana passada em Camaçari, o empresário enfrenta grandes dificuldades e acredita que só a imunização em massa pode salvar a economia. “Estamos respirando pelo canudo, esperando uma participação efetiva dos órgãos públicos e de quem é responsável. A gente precisa de vacina e ela é de fundamental importância para a gente reverter esse processo. Porque o que acontece hoje, é que o cliente não quer sair de casa, e precisamos ser assistidos, para que de fato a gente consiga sair rapidamente dessa crise, porque não sabemos por quanto tempo mais vamos manter as portas abertas”, disse.
Questionado sobre qual a sua opinião em relação ao fechamento do comércio como medida para a redução dos números de casos de pessoas contagiadas pelo coronavírus, o empresário pontua que a decisão das autoridades é algo complexo. “Em alguns momentos a Bibi Gourmet foi a primeira empresa do município a fechar as portas, a gente sentiu essa necessidade já que no primeiro momento formos impactados com a falta de clientes em 50%. Eu não sou um crítico do isolamento, do lockdown, acho que em alguns momentos ele foi fundamental, essa é a grande realidade. O que sempre venho dizendo é que faltou políticas públicas para ajudar os empresários, e não adianta por exemplo postergar o pagamento de impostos se você não faturou nada, a gente deveria ganhar anistia desses impostos. Mesmo fechado as contas não deixaram de vir, como a de energia por exemplo. No meu ponto de vista, no final das contas, o mais importante é a vida, mas também não pode deixar que o comércio quebre”, exaltou.
De acordo com Thayb, a Bibi Gourmet antes da pandemia atendia em média 500 pessoas por dia e mesmo com toda dificuldade, segue funcionando, respeitando todos os decretos e medidas de restrição e higiene, com menos funcionários e produtos, mas com a mesma qualidade de sempre. “Nossa Paixão sempre foi atender as pessoas, a gente montou toda aquela estrutura para poder receber o cliente, olhar olho no olho, servir o cliente e acolher, sempre pensado em seu bem-estar. Enxugamos algumas operações, hoje estamos funcionando exclusivamente com café da manhã, almoço, jantar, com o maravilhoso Gellato’s que é o sorvete que você vai rodar todo Brasil e só vai encontrar lá”, finalizou.





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