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Moacy Neves toma posse no Sinjorba e fala dos desafios contemporâneos da classe

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 Fotos e vídeo: Ulisses Soares

A posse do jornalista Moacy Neves como presidente do Sinjorba para o triênio 2019/2022 foi revestida de depoimentos fortes e relatos dramáticos da situação vivida pelos profissionais na Bahia e do restante do Brasil. Um desses relatos foi do presidente empossado; “A média salarial dos jornalistas na Bahia é salário mínimo”, disse ele, convocando os jornalistas ao fortalecimento do sindicato e enfrentamento às imposições do patronato, citando como exemplos duas greves nas redações de um jornal de Alagoas e de um canal de TV.

O auditório da ABI – Associação Baiana de Imprensa foi pequeno para a quantidade de jornalistas presentes na noite de ontem (30), reunindo novos e antigos jornalistas, todos afirmando que vão apoiar a nova diretoria empossada a reerguer o Sinjorba, apesar das dificuldades impostas pelas reformas trabalhista e previdenciária.

Um dos momentos mais marcantes desse novo modelo que propõe o Sinjorba foi a presença dos cinco últimos presidentes da entidade, dentre eles Raimundo Lima, que assumiram o compromisso de ajudar o sindicato a se reerguer. Outro momento se deu no dia da eleição da chapa empossada, quando diversos jornalistas atualizaram suas contribuições sindicais, dando fôlego ao sindicato, que possui apenas um funcionário.

O evento contou também com a presença da presidente da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga. Em seu discurso longo e contextualizado de princípios ideológicos de esquerda, ela apontou para o painel de fundo onde se lia a frase; “Contra a pior Fake News, o bom jornalismo”, com uma foto distorcida do presidente Jair Bolsonaro.

Maria José Braga não poupou o presidente Bolsonaro. Criticou duramente sua postura, seus projetos e a situação por que passa o país mas, principalmente, pelo desrespeito aos jornalistas no exercício da profissão, algo que tem sido percebido numa simples coletiva de imprensa dada pelo chefe da nação.

Ainda se convalescendo de uma forte virose, o presidente empossado Moacy Neves falou desse novo momento do sindicalismo no Sinjorba, dos apoios antecipados de 160 dos 163 habilitados ao voto e das perspectivas para fortalecer o sindicato. Um desses projetos prevê cursos para atualização em redes sociais e áreas afins.

Moacy Neves também mexeu em velhas feridas do jornalismo baiano. A questão salarial nas redações. “Existem jornalistas ganhando salário mínimo na Bahia, e isso é preocupante”, disse ele, acrescentando que lamentava a atitude de dois jornais da cidade em não liberar seus profissionais para a posse do Sinjorba.

Sobre a posse Moacy Neves disse que só foi possível graças ao apoio de empresas e de ex-presidentes como Raimundo Lima. “Esses apoios garantiram a aquisição do coquetel e demais despesas”, disse ele. Ao final foi cantado o Hino ao 2 de Julho, entoado em coro pelos profissionais do jornalismo da Bahia.

 

Vanderley Soares

 

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