A paulistana de 37 anos, que ajudou a organizar as denúncias de abuso sexual que desmascararam o médium João de Deus, cometeu suicídio no último sábado (2/2).
“Usem a sua própria voz. A sua própria vontade. Tomem as rédeas de suas próprias vidas e abram a boca, não tenham vergonha! Eles é que precisam ter vergonha. Não aguento mais”. Este é o trecho de um post deixado no Facebook pela ativista Sabrina de Campos Bittencourt. Infelizmente, feito pouco tempo antes de sua morte.
Sabrina atuou em várias causas sociais e é um nome importantíssimo na luta contra os abusos cometidos por líderes religiosos – ela foi das criadoras do movimento Coame (Combate ao Abuso no Meio Espiritual). Em entrevista à Carta Capital no final do ano passado, a ativista afirmou que estava reunindo material, ainda sob sigilo, contra 13 gurus espirituais brasileiros. Junto com Felipe Neto, ela também cuidaria da reestruturação da imagem de Melody, após denúncias de sexualização infantil.
De família mórmon, Sabrina contou que, desde os 4 anos, foi abusada por membros da igreja que seus pais e avós frequentavam. Ficou grávida de um dos estupradores aos 16 e acabou abortando. Sua história a impulsionou a lutar pelas outras Sabrinas, em diferentes contextos, que existem pelo mundo.






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