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Ex-vereador Josué Marinho assume que pretende se candidatar a prefeito de Camaçari em 2020

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 Foto João Lima

Nascido em Salvador, bacharel em direito e jornalista, aos 60 anos, o ex-vereador Josué Marinho deu uma entrevista exclusiva ao Portal Abrantes e anunciou que pretende colocar seu nome a disposição, ao cargo de prefeito de Camaçari, nas eleições municipais de 2020. O futuro pré-candidato destacou que tem um projeto de transformação para a cidade

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Portal Abrantes: Porque decidiu ser candidato a prefeito de Camaçari?

Josué Marinho: Primeiro porque me criei aqui, tenho família aqui, netos e projetos pra promover transformações sociais nessa cidade. Já tenho serviços prestados, já que fui o presidente do capitulo da Ordem Comum Social, da elaboração da Lei Orgânica de Camaçari, promulgada em 17 de maio de 1990. No meu mandato de 1989 a 2006 criamos leis importantes e que agora temos que realizar um trabalho pra fazer a população acompanhar esse crescimento que Camaçari teve, o que não aconteceu. Ainda temos 22% da população que está na faixa da pobreza e zona de fome, 28 mil e 300 famílias ainda vivendo de Bolsa Família, ou seja, é o retrato da pobreza de uma cidade que economicamente alcançou destaque nacional e internacional, sendo o 36º Produto Interno Bruto do Brasil, entre os mais de cinco mil municípios. Somos ainda o 21º exportador do país, ganhando pra diversas capitais, mas a população não acompanhou esse desenvolvimento social e econômico.

PA: Que projeto é esse que o senhor tanto fala?

JM: Há nove anos trabalhamos nesse projeto, que atende todos os setores da sociedade. Colocamos ele em debate, apresentando para os diversos segmentos produtivos, sociais e comunitários, para agora promovermos essa transformação.

PA: O senhor já foi vereador de Camaçari, mas podemos dizer que Josué seria o novo nome pra política, pra eleição pra prefeito?

JM: Novo no sentido de um novo momento e ideias políticas, mas velho no sentido de serviços já prestados. Eu acho de uma extrema necessidade a mudança, Camaçari não justifica a população ser pobre com um município extremamente rico, o que não quer dizer que é a prefeitura que tem dinheiro e ela precisa ter uma arrecadação maior e pra isso têm que ser fomentado os setores produtivos. Hoje temos um polo petroquímico, automobilístico, uma indústria de grande porte, que tem um faturamento ao ano de mais de um trilhão de reais e se a nossa população está dentro de um contexto econômico dessa proporção, ela tem que participar mais desse projeto de desenvolvimento, para que o poder aquisitivo dessa sociedade tenha compatibilidade do poder que o município tem.

PA: O que precisa pra essa transformação?

JM: Acho que nós estamos preparados, sempre converso com a imprensa e há 25 anos falávamos que a classe acadêmica de Camaçari tinha uma média de 6 pessoas com formação superior. Hoje só na ordem dos advogados aqui, temos mais de 2 mil profissionais inscritos e isso vale pra outros setores também. Temos um corpo, um material, um recurso humano da maior e melhor qualidade nesta cidade.

PA: Camaçari cresceu e esses profissionais precisam ser melhores aproveitados?

JM: Nós fizemos um trabalho onde levantamos setores por setores, a política da saúde, do transporte, da agricultura, da pesca, do meio ambiente onde se tem um grande descaso, do urbanismo, da educação e pesquisamos e conhecemos Camaçari de verdade. Sabemos o que ela pode e consegue fazer, construindo esse momento novo. 

PA: Infelizmente Camaçari ainda está dividida entre sede e orla, o que pensa em relação a nossa costa?

JM: Temos uma orla com grandes riquezas. A gente consegue trabalhar o turismo com no mínimo 8 mil pessoas empregadas, se o governo municipal criar leis e políticas públicas voltadas para o local, isso fomentará muitas vagas de emprego. Além dos distritos, onde é possível levar atividades produtivas de transformação e que não são poluentes, levando a indústria para essas regiões descentralizando tudo da sede. Camaçari é os mais de 814 km². Nós temos quatro comunidades grandes aqui, uma cidade bonita, boa pra se viver e boa pra governar promovendo uma integração.

PA: O senhor é da comunicação também, como pretende tratar esse setor que cresce a cada dia?

JM: O governo, seja ele municipal, estadual ou federal, que quer fazer uma gestão eficaz, precisa cumprir princípios constitucionais e principalmente este voltado para a comunicação, que é o da publicidade. Por isso que acho que se faz necessário criar uma secretaria de comunicação e não apenas um setor. Com uma grande estrutura, porque o prefeito sem dialogar com a sociedade não se faz um bom governo e investe mal, a administração fica cara. Então é necessário estar em sintonia com a sociedade para se investir uma só vez.

 

Por: Portal Abrantes

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