Nascer, crescer, reproduzir e morrer é o processo natural da vida. Mas, para este último estágio, muita gente ainda não está preparada, principalmente quando diz respeito à perda de um familiar, amigo ou qualquer outro ente querido. “Isso ocorre porque, com a morte, vem o luto, que geralmente provoca dor, introspecção, sofrimento, angústia, tristeza e negação, que são sentimentos que ninguém quer ter”, explica o psicólogo e diretor da Clínica Fênix, Joaquim Moura. Ele ministrará palestra sobre o assunto, no Jardim da Saudade, às 8h30, em Salvador, nesta quinta-feira (02.11), em ação aberta ao público.
Segundo Joaquim Moura, não há uma reação padrão para o luto. “Algumas pessoas se calam, se afastam do convívio social. Outras já ficam ativas, mergulham no trabalho, choram... São fatores que não podem ser evitados ou curados, pois não se trata de doença, mas sim de um estado de espírito que precisa ser compreendido e trabalhado. Para isso, o acompanhamento de um profissional, a exemplo de um psicólogo, pode ajudar neste processo e fazer toda a diferença para o restabelecimento mental do indivíduo”.
Para o psicólogo, o luto não é algo ruim, é necessário. “É uma reação que pode ocorrer em outras circunstâncias também, como perda de oportunidades e emprego, fim de relacionamento ou mudança de vida. Para esses momentos, existem fases que podem variar de pessoa para pessoa: negação, fase que ainda não assimila a realidade; raiva, quando o indivíduo busca explicação e elege um culpado; depressão, quando há sentimento de tristeza e angústia frequentes; e, por fim, vem a aceitação, quando ocorre a assimilação e visualização novas perspectivas de vida”, conclui.
Catharine Matos






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