O transporte conhecido como ligeirinho em Camaçari é denominado pelo Ministério Público como clandestino e ilegal, mas no intuito de tentar regularizar essa situação, mais uma reunião entre o poder público e os motoristas da classe foi realizada no auditório do centro administrativo. A prefeitura está realizando fiscalização do serviço no município e autuando a categoria.
Atualmente mais de 300 pessoas realizam esse tipo de transporte e é preciso que a fiscalização exista, de acordo com o prefeito Elinaldo. “Conheço essa história, há 3 anos atrás buscamos legalizar o transporte alternativo pra que eles tivessem uma maneira legal de rodar, o governo na época não fez sua parte, o desemprego bateu na porta deles e eles estão se virando para ganhar seu pão, só que é preciso fiscalização. Tem gente de Simões Filho, Dias d’Ávila, gente sem habilitação, carro com documentação atrasada, pneus carecas colocando em risco a vida das pessoas e nós tínhamos que tomar as nossas providências, claro que sabemos que pessoas corretas foram prejudicadas e não vão concordar”.

O valor das multas aplicadas foi o motivo da reclamação pessoal de alguns motoristas como o Pastor Ivanilton. “Estamos sendo prejudicados a multa é muito alta, fora os dias que os carros ficam preso, até a regulamentação era importante que fossemos apenas notificados”.
Para o motorista Anderson Carvalho, a legalização não é uma realidade. “Em minha opinião a proposta é uma balela e perdemos totalmente a esperança de acontecer. Sei que o prefeito está fazendo o papel dele, está sendo cobrado pelo Ministério Público para estabelecer a ordem, mas acredito que a solução seria as placas vermelhas de táxi”, disse.

Após a tensa reunião que contou com a participação de vereadores ficou combinado que será agendada uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir qual o tipo de transporte que a população quer e merece.





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