As últimas atividades em plenário realizadas na Câmara Municipal de Camaçari têm sido bastante tensas, em função principalmente, da manifestação de populares, que acabam atrapalhando o andamento da reunião que é exclusiva dos vereadores. Essas interferências foram o motivo do encontro, a portas fechadas, entre os parlamentares, na manhã desta segunda-feira (21/09).
A sessão ordinária agendada hoje foi suspensa para que os edis entrassem em consenso em relação ao direcionamento dos trabalhos. “Aqui o que menos interessa são as questões pessoais, nós devemos está sempre buscando o interesse público e o bem estar social, não apenas do ponto de vista de cada parlamentar, mas da frequência de alguns comportamentos que temos identificado, pra que se posta ajustar e dá segmento. Ao final da reunião o saldo foi positivo”, destacou o presidente Oziel (PSDB).
A conversa durou mais de duas horas e iniciou aparentemente acalorada. “Uma reunião difícil por que é vereador falando com vereador, ou seja, uma reunião de poderes, no sentido de condições de igualdade, puxando para a essência do homem, da mulher, preocupados com a relação de respeito, de cumplicidade e proteção. A oposição e a base do governo fizeram um debate politico e no final estabelecemos um pacto de regulamento e respeito ao regimento interno quebrado inúmeras vezes na última sessão”, pontuou o vereador Gilvan Souza (PR).
Na atividade em plenário da última terça-feira (19/09) os ânimos se exaltaram, tanto da parte do público, quanto de alguns parlamentares incomodados com o comportamento principalmente da mesa diretora. O vereador Teo Ribeiro (PT) foi um deles, que muito nervoso chegou a dizer na tribuna que tinha vergonha de participar do atual parlamento.
“Os debates continuarão acirrados, dentro do regimento interno, por que a casa só tem valor quando existe o debate, se não o público não se interessa. E a reunião de hoje foi para a gente acertar, ver como é a regra do jogo, maneirando os excessos”, disse o petista.
Questionado sobre se o jogo então seria combinado, ele foi enfático em dizer que não. “Isso não existe e não é bom para ninguém, se o governo não tiver oposição ele trabalha mal, por que ele não tem quem o alerte, e quem bota o dedo na ferida nesse caso somos nós. Quem tá dentro não enxerga com os mesmo olhos de quem tá fora”, finalizou Teo.



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