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Combate integrado ao racismo institucional é debatido na Alba

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Críticas ao mito da democracia racial e uma maior valorização ao Dia da Consciência Negra, em detrimento à Abolição da Escravatura. Esse foi o principal debate pautado no Seminário de Democracia e Direito na Contemporaneidade: “Racismo Institucional +20 de novembro -13 de maio”, realizado nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa da Bahia.

“A ONU afirmou em estudos que o Brasil não pode ser chamada de ‘democracia racial’, segundo a entidade o país pode ser caracterizado por um ‘racismo institucional, em que hierarquias raciais são culturalmente aceitas’. Temos maioria da população negra, mas a participação deles na economia, no mercado de trabalho e na faixa salarial é inferior aos não negros. É contra a institucionalização do racismo que precisamos lutar”, disse a deputada Luiza Maia (PT), presidente da Comissão dos Direitos da Mulher.

Já a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial, Fábia Reis, destacou que o racismo institucional foi, ao longo do tempo, desde a abolição desassistida da escravatura, foi “se cristalizando dentro das instituições”, públicas e privadas.

O papel das universidades públicas na visibilização dessas temáticas para a sociedade, de acordo com o reitor da Uneb, professor José Bites, é uma das formas de se combater o racismo institucional. 

O evento foi promovido pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com a Comissão dos Direitos da Mulher e a Comissão Especial da Reparação Racial. O seminário contará ainda com um ciclo de palestras, debates e eventos culturais no Teatro UNEB, na quinta-feira (11), das 8h às 20h. A ação é gratuita e aberta ao público. Mais informações e programação completa no site do evento. 

 

Luiza Maia

 

Por: Portal Abrantes

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