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Chorar porque, de que?

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Em um cenário de expectativa em todo o mundo diante dos conflitos envolvendo o império americano e o excêntrico governo Norte Coreano, mais ainda pelos recentes bombardeios efetivados em território Sírio e no Afeganistão, em desagrado ao governo russo. Também pelo inédito embate travado pela presidência da França entre uma candidata de extrema direita, Le Pen e o centrista Macron, causa de incertezas econômicas e consequências sociais para os países, notadamente os em desenvolvimento. Com mais proximidades, os conflitos envolvendo o governo e a população venezuelana que já causou aproximadamente 30 mortes, 130 feridos graves e outra centena de traumas leves.

 

No Brasil, após intensa movimentação da greve geral convocada pelas centrais sindicais e partidos políticos, no ultimo dia 28 de abril, a população acompanha com expectativas o andamento das reformas trabalhista e da previdência no âmbito da Câmara e do Senado Federal, com fortes e contundentes manifestações nas redes sociais, mantendo em segundo plano  matérias outras, também polemicas, em apreciação pelos órgãos legislativo federal, qual seja o fim do fórum especial para autoridades e o abuso de autoridade.


As redes sociais tem sido o principal instrumento de mobilização e democratização das informações utilizando recursos sofisticados de animação onde os interesses são expostos com acesso e réplica dos adeptos e os divergentes. Assim vale lembrar a utilização inteligente desse instrumento pelo ex-presidente americano Obama e as eleições majoritárias e proporcionais efetivadas nos estados e municípios brasileiros.


Em Camaçari não foi diferente. Durante o pleito de 2016 a apresentação dos candidatos e informações sobre suas propostas invadiram os computadores e smartfones e, com de praxe propostas recheadas de otimismo e soluções mirabolantes prometendo viabilizar soluções frente aos anseios reprimidos da população, diante ao desagrado do governo Ademar Delgado.  Muitas das mensagens ficaram, estão gravadas na memória dos aparelhos e se tornaram o principal elemento para cobrar dos eleitos às promessas estabelecidas.


Assim não cabem as desculpas exercitadas para justificar as inversões das promessas, tão pouco utilizar os mesmos e velhos argumentos do governo anterior. Não cabe dizer que a realidade encontrada é diferente da prevista. Antonio Elinaldo era vereador com as atribuições de acompanhar e fiscalizar as ações do executivo, mais ainda teve, segundo o próprio, uma transição democrática com acesso a todas as informações necessárias para montar uma proposta de trabalho condizente com a necessidade e disponibilidade financeira do erário municipal.


A equipe montada por Elinaldo deveria observar que as receitas de Camaçari no exercício de 2016 foram, aproximadamente, 23% menor que o arrecadado em 2014 e que para 2017 a diferença poderia alcançar 26%. Que a projeção de desemprego para 2017 era estimada em 12% da população economicamente ativa demandando maior desempenho nas áreas de proteção social. Que a estrutura física dos equipamentos municipais era deficiente. Que o salário dos colaboradores estava defasado em dois anos. Que problemas de mobilização urbana envolvendo as vias de circulação, veículos coletivos e definição de linhas necessitavam serem revistas. Enfim se o Plano de Governo apresentado durante a campanha era uma peça de propaganda, Elinaldo teve tempo e oportunidade de fazer as adequações e cientificar à população das mudanças e o porquê delas.


O que não se compreende é que nos seus quase 120 dias de gestão, o prefeito tem evitado a aparição pública, o contato com a população e poucas informações é apresentado pela sua assessoria de imprensa para conhecimento de todos. Sumiu.


Adelmo Borges.

Por: Portal Abrantes

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