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Mulheres do PSOL discutiram assédio sexual durante Sarau Feminista

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As mulheres do Partido Socialismo e Liberdade realizaram, na noite desta sexta-feira(24), Sarau Feminista, que discutiu o assedio sexual e o feminismo, na sede da sigla, localizada no Campo Grande. O evento contou com apresentações musicais de Baraúna Eletroxote e Priscila e recitais poéticos de Meire Reis, Bruna Jacob e Bruno D' Almeida.

Laina  Crisóstomo,  advogada,  militante feminista do Coletivo "Tamo Juntas",  destacou que as mulheres precisam começar a ocupar os espaços de poder e serem lançadas como candidatas às chapas Majoritárias e o Setorial vai contribuir muito para o fortalecimento das  mulheres do PSOL. 

 Segundo a advogada, o PSOL  não pode ser um partido de elite, que diáloga apenas  com o ambiente universitário. " O PSOL tem que dialogar com a massa, com a população mais pobre", defendeu a liderança. 

A historiadora e professora da Rede Pública Estadual de Ensino, Meire Reis,  contou que começou a "despertar" para a questão do feminismo a partir dos movimento negro. Para a dirigente da Executiva Municipal, o assédio só acontece quando existem relações desiguais de poder e a violência, muitas vezes, é naturalizada, acaba não sendo percebida como assédio sexual. 

"  É  interessante pensarmos como a nossa cultura torna normal as práticas machistas. A partir de uma lógica feminista a gente consegue combater o assédio e o  machismo. Precisamos fazer mais reflexões relacionadas às mulheres do partido e devemos  construir um processo educativo com os homens do PSOL,  enfatizou Meire Reis,  lembrando ainda que existem Resoluções a nível nacional que foram aprovadas pelo Setorial de Mulheres que visam punir os casos de assédio,  inclusive, com a possibilidade de expulsão do filiado.

De acordo com a  Arquiteta e  liderança do Coletivo 4 de Novembro, Isadora Salomão, as mulheres que ocupam papéis de lideranças sofrem  mais assédio  porque   ameaçam as relações de poder. " Nós mulheres precisamos reafirmar que nós somos sujeitos de direitos. Não podemos continuar aceitando a objetificação das mulheres. No espaço do partido  a ideia que deve prevalecer é que todos sejam vistos como sujeitos  políticos", pontuou a mestranda em Desenvolvimento Territorial e Gestão Social  e ex-dirigente do DCE UFBA.

A reunião do Setorial tirou como encaminhamentos realizar um levantamento das Resoluções, Regimentos, do aporte legal  referente ao assédio sexual e moral do PSOL e elaborar um texto que diferencie os conceitos de Assédio Moral e Assédio Sexual a ser distribuído à militância da sigla. 

 Participaram do Sarau Feminista,  a  jornalista e professora da UFBA, Maíra Kubik, a  dirigente da Executiva Municipal, Elze Fachhinnet, a liderança da ATRACAL e Intersindical, Elaine Sousa,  a dirigente e ex-candidata a vereadora da capital baiana,  Linna Ramos, o Presidente do Diretório de Salvador,  Fábio Nogueira,  e o  ex-candidato ao Senado e liderança, Hamilton Assis. 

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ASCOM PSOL

Por: Portal Abrantes

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