Na manhã desta quarta-feira, 22, professores da rede municipal de Camaçari, realizaram uma assembleia na frente da prefeitura da cidade.
Em entrevista ao Portal Abrantes, o diretor do Sindicato dos Professores de Camaçari (Sispec), Marcelo Santana, explicou que a categoria está mobilizada contra a aprovação da PEC 287, que trata da reforma previdenciária. “A reforma previdenciária rasga todos os direitos de luta, conquistados nos últimos 70 a 80 anos e nós estamos nessa luta”, disse.
Sobre a pauta na prefeitura, o diretor explicou que a categoria realizou o protesto contra a tributação no pagamento do abono de férias que corresponde aos 33 % , que segundo ele, causou muito prejuízo para os professores. “A intenção nossa é que o governo entenda as dificuldades da categoria, num momento de crise como esse. O governo chegou agora e o Sispec teve a cautela de entender o início da gestão, demos prazo para que esse governo se organizasse, apesar de que, um governo eleito em outubro e já estamos no mês de março e agora não tem mais desculpa para dizerem que não sabem das coisas”, falou.
Paralisações
Questionado sobre qual é o principal problema entre a categoria e o governo, tendo em vista que o município vivencia recorrentes paralisações anuais, onde os estudantes consequentemente são os maiores prejudicados, Santana explicou que desde dezembro do ano passado, o sindicato encaminhou para a prefeitura a pauta de reivindicações e criticou o fato da gestão municipal não ter se organizado até o momento para atender as demandas. “O prefeito eleito tem as informações da nossa pauta de reivindicações, desde o final do ano passado, a nossa data base imposta pelo próprio governo de Camaçari, é em janeiro, então no mês de janeiro já era para o governo estar com as contas feitas e saber o que se pode dar ao professor e o que não pode”, pontuou.
O dirigente acrescentou ainda, que a verba destinada para o salário dos professores é carimbada pelo Fundeb e é possível estimar através da correção se o professor terá aumento ou não. “Tudo que a gente pede é baseado em lei, mas, governo não se interessa em fazer a coisa certa”, declarou.
Também questionado sobre quem é mais prejudicado com essas paralisações, o professor sindicalista afirmou que tanto alunos como professores acabam perdendo alguma coisa em relação a situação.
Vale lembrar que no ano passado, o ano letivo na rede municipal foi drasticamente comprometido tanto pela greve dos professores como também dos servidores públicos.
Professor e diretor do SISPEC, Marcelo, distribuindo atestados aos professores na assembleia 




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