Música, teatro, dança afro, formatura de capoeiristas e batizado fizeram parte do encerramento da 7ª edição do Open de Capoeira Engenho, na manhã deste domingo (2), no Teatro Cidade do Saber, em Camaçari. O evento que lotou o espaço e reuniu mestres do Brasil e de outros países é realizado pela Associação de Capoeira Engenho e organizado pelo Mestre Grandão.
O Prefeito de Camaçari, Ademar Delgado salientou a importância desse seguimento no município. “Eu fiquei extremamente feliz e orgulhoso por Camaçari está nesse estágio tão avançado. O Mestre Grandão têm uma responsabilidade muito grande na realização desse trabalho. Eu fiquei impressionado com a capilaridade que a capoeira tem no mundo, e o meu projeto é montar mais espaços nas escolas para essa arte, pois a capoeira é esporte, cultura e lazer”, falou o prefeito.
“A realização do Open de Capoeira aqui em nosso município dá visibilidade não somente a arte da capoeira, mas como cultura popular, sendo hoje patrimônio cultural da humanidade. Além de elevar o próprio município para todo o país e para o mundo”, pontuou o secretário da Cultura Vital Vasconcelos.
De acordo com o Mestre Grandão, a sociedade ainda não tem noção do trabalho que eles fazem nas comunidades, e as comunidades não tem noção de como seria essa sociedade se não fosse o trabalho da capoeira." O brasileiro não conhece a capoeira, e por não conhecer perdem a oportunidade de conhecer a capoeira. O teatro está lotado com pessoas do mundo inteiro, de várias partes do mundo. Pessoas que multiplicam e levam a capoeira para o mundo", destacou o mestre.
Já o cantor e mestre de capoeira, Tonho Matéria falou que o evento é uma representatividade da cultura dentro do município. “Mestre Grandão consegue fazer uma Mobilização social, cidadã e turística, pois traz muita gente de fora, não fica restrito só no espaço da Cidade do Saber, mas na cidade enquanto movimento social, cultural, que foi negado e ainda é negado através de grandes apoios”, afirmou o mestre.
“Para conseguir realizar um evento como esse, é preciso encher a camisa de patrocinadores, um órgão só podia entender que essa capoeira, esse movimento salva qualquer uma comunidade. Hoje as comunidades estão sangrando e se não tivéssemos esses espaços dentro dessas localidades, o que seria desses jovens e dessas crianças, o que seria de mim, como músico, artista, que aprendi tudo isso com a capoeira? ". Concluiu Tonho Matéria.
“Esse momento representa mostrar o trabalho que têm sido feito, e divulgar a favor da capoeira não só no Brasil, mas para o mundo. Nós participamos do inicio por mais de quatro anos, plantamos a semente, e o Mestre Baiano continuou e faz um trabalho brilhante”, contou Valcir Siqueira, um dos fundadores do Grupo Engenho.
"A minha ligação com a Bahia transcende, e estou muito emocionado de ver um trabalho que participei do inicio, há quase 45 anos atrás, e hoje vejo em que se transformou. Estou muito feliz", disse Guilherme Rodrigues, um dos fundadores do Grupo Engenho.
Para a coordenadora da Secretaria da Cultura, Branca Patrícia, o trabalho da Associação de Capoeira Engenho desenvolve dentro do município com a realização do Open, com as oficinas em diversas partes da comunidade representa a garantia da identidade da cidade. “A inclusão e a transformação de centenas de crianças e jovens, que através da capoeira têm a sensação de valores, em especial o Open, que consegue trazer diversos capoeiristas a nível nacional e internacional que deixam aqui parte do seu conhecimento e levam também um pouco da nossa cultura”, destacou a coordenadora.
"A maior divulgadora da língua portuguesa no mundo, pois onde tem capoeira se fala português. Levamos a arte e a luta para todo o mundo, e tudo isso justifica Camaçari sediar essa sétima edição do Open de Capoeira", disse Mestre Vergalhão.
A secretária da mulher, Miriam Bittencourt, considera o evento importante para o seguimento, e diz que é preciso estimular os jovens a participarem dessas atividades, pois segundo a secretária, é uma forma de tirar os jovens da situação de vulnerabilidade com as drogas, que é um grande problema na sociedade. “Consideramos também esse seguimento importante para as mulheres, por que é uma forma de defesa pessoal, e temos ideias de buscar parcerias na luta contra violência com as mulheres, finalizou Miriam”.
“Esse evento é muito importante, pois consegue realizar um intercambio com diversos capoeiristas do Brasil e do mundo com um objetivo, que é disseminar a capoeira e mostrar a força dessa arte”, falou o Mestre Biriba
"O Open mostra o quanto a capoeira é um patrimônio cultural que precisa ser valorizado enquanto as diferenças raciais, sócio econômica, sócio cultural. O evento vem mostrando que podemos fazer algo diferente sim, com grande estilo e com várias culturas, pois trazemos gente do mundo inteiro, não só de Camaçari", comentou Alessandra, que é aluna do Grupo Engenho.
O secretário de educação Marcio Neves, o deputado estadual Bira Coroa (PT), o assessor especial da Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado), Ailton Pereira, e a representante da Fundação Palmares, Carolina Coutinho também prestigiram o evento.
Os fundadores do Grupo de Capoeira Engenho: Guilherme Rodrigues, Valcir Siqueira e Metre Baiano





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