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Camaçari

Treino de força após os 40 anos vai além dos benefícios estéticos

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Depois dos 40 anos, cuidar da musculatura passa a ter uma importância que vai muito além da estética. Com o avanço da idade, ocorre uma redução gradual da massa muscular e óssea, processo que pode estar associado à diminuição da força e da capacidade funcional. Nesse contexto, o treino de força surge como uma estratégia importante para manter o corpo ativo, preservar movimentos e favorecer um envelhecimento mais saudável.

 

A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de força e massa muscular, está relacionada ao envelhecimento e pode comprometer atividades simples do cotidiano quando não é acompanhada adequadamente. Segundo Guilherme Reis, profissional de educação física e diretor técnico da Rede Alpha Fitness, o fortalecimento muscular deve ser encarado como parte do cuidado com a saúde ao longo da maturidade. “A musculação não deve ser vista apenas como uma ferramenta para mudança estética. A partir dos 40, manter a força e a capacidade de realizar movimentos com segurança ganha ainda mais importância. Fortalecer os músculos significa também criar condições para continuar realizando as atividades do dia a dia com mais autonomia”, explica.

 

Os benefícios também alcançam a saúde óssea. A prática regular de atividade física está associada à manutenção da função física e pode contribuir para a saúde dos ossos, além de ajudar na prevenção de quedas entre pessoas mais velhas. Para adultos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda atividades de fortalecimento dos principais grupos musculares em pelo menos dois dias da semana. A partir dos 65 anos, a orientação também inclui atividades que trabalhem equilíbrio e força, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida.

Outro aspecto importante é a capacidade funcional, ou seja, a possibilidade de realizar tarefas cotidianas com independência. Levantar-se de uma cadeira, subir escadas, carregar compras, manter o equilíbrio e realizar atividades domésticas são movimentos que dependem de força e coordenação. “Quando trabalhamos força de maneira progressiva e adequada, não estamos pensando somente no músculo que aparece no espelho. Estamos preparando o corpo para responder melhor às demandas da rotina. Isso pode fazer diferença na mobilidade, no equilíbrio e na autonomia ao longo dos anos”, destaca o profissional de educação física.

 

O treinamento, no entanto, precisa respeitar as características de cada pessoa. Histórico de sedentarismo, lesões, doenças crônicas, nível de condicionamento e objetivos individuais devem ser considerados na definição dos exercícios, cargas e progressão. Para quem está começando, a recomendação é iniciar de forma gradual e buscar orientação profissional para adaptar a prática às próprias condições. “Envelhecer não significa deixar de ganhar força ou abrir mão da capacidade de se movimentar bem. O treinamento precisa acompanhar cada fase da vida e pode ser ajustado conforme as necessidades mudam. O objetivo é construir um corpo capaz de sustentar uma vida ativa, com independência e qualidade”, conclui o diretor técnico da Rede Alpha Fitness.
 

Por: Luan Sacramento

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