Para contar a história de Camaçari, é preciso rebobinar o tempo e voltar a Vila de Abrantes. Foi às margens do rio Joanes que se formou, em 1558, a Aldeia do Divino Espírito Santo. Em 28 de setembro de 1758, o povoado foi elevado à condição de vila. Dali vem a data que Camaçari celebra hoje: 268 anos de emancipação política. A Igreja do Divino Espírito Santo, na Praça da Matriz de Abrantes, permanece como um marco dessa trajetória.
A cidade cresceu e acolheu pessoas de muitos lugares. O polo petroquímico transformou sua economia e abriu caminhos para a indústria. A fábrica da Ford marcou uma geração de trabalhadores; hoje, a BYD escreve um novo capítulo da produção de veículos em Camaçari. Mas a força do município não está apenas nas fábricas. Ela também aparece no comércio, nos serviços, na cultura, na zona rural e em toda a extensão do litoral.
Quem chega pela BA-099 já encontra essa Camaçari que trabalha e recebe bem. Na região de Abrantes, a Caprosa Delicatessen é ponto de parada para o café da manhã e o almoço. Segundo informações reunidas pelo Portal Abrantes, mais de mil pessoas passam diariamente pelo estabelecimento. Nas proximidades, o artesanato oferece a moradores e visitantes a oportunidade de levar para casa peças produzidas na região. A viagem já começa mostrando nossos produtos, nossos serviços e a capacidade de empreender da nossa gente.
O percurso segue por Busca Vida e Vila de Abrantes, onde a história encontra novos empreendimentos comerciais, como o Shopping Busca Vida e o Outlet Premium Salvador. Depois vêm as praias de Jauá e Arembepe, com sua conhecida Aldeia Hippie. Em Barra do Jacuípe, o encontro do rio com o mar compõe outra paisagem marcante da orla.
Mais adiante está Guarajuba, com suas estruturas de moradia, hospedagem e lazer. Seu cuidado urbano também provoca uma reflexão: outras localidades de Camaçari merecem atenção contínua à limpeza, à manutenção e à organização dos espaços públicos. Monte Gordo acrescenta a beleza de sua zona rural ao roteiro. A viagem passa ainda pelas praias de Itacimirim e chega a Barra do Pojuca, onde a zona rural abre possibilidades para passeios e trilhas. Cada lugar tem sua identidade; juntos, mostram que o litoral é parte essencial da história e do futuro do município.
Nesta segunda-feira, a celebração ganha as ruas da sede. O desfile cívico na Avenida 28 de Setembro reunirá escolas, fanfarras, grupos culturais e instituições. A programação prevê hasteamento das bandeiras às 8h30 e a participação, entre outros, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Maçonaria Camaçariense. Depois dos desfiles realizados em Abrantes e Monte Gordo, é a vez de a sede apresentar a diversidade e a força de Camaçari.
Há muito a comemorar. Há também trabalho pela frente. O crescimento pede avanços na mobilidade, no ordenamento urbano, na zeladoria e na preservação ambiental. O descarte irregular de entulho precisa ser enfrentado com fiscalização e opções adequadas para a população. Na região de Abrantes, a UPA em construção traz expectativa de melhoria no atendimento de urgência. Obras e investimentos são importantes; cuidar deles e do cotidiano dos bairros é o passo seguinte.
Aos 268 anos, Camaçari merece ser celebrada por sua história, por quem trabalha nela e por sua capacidade de acolher. Que o orgulho visto no desfile de hoje acompanhe a cidade nos próximos anos, com mais cuidado para a sede, Vila de Abrantes, Monte Gordo e todo o litoral.
Viva Camaçari





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