Trabalhadores desempregados de Camaçari realizaram nesta quinta-feira (06) uma manifestação para cobrar que empresas que se instalam na região contratem mão de obra local para atuar durante o período de parada do Polo Petroquímico . De acordo com eles as empresas estão beneficiando a mão de obra de fora.

Segundo Fábio Couto líder do grupo. o protesto não é para pedir privilégios e sim para beneficiar a mão de obra local quando forem acontecer as contratações. "A nossa intenção é beneficiar apenas os moradores de Camaçari, não queremos privilégios, temos a intenção de que uma cota para pessoas de fora também deve existir" afirmou Fábio.
A nossa equipe conversou com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Djalma Machado, que falou sobre a situação. Segundo ele o poder público vai entrar para fazer a
intermediação da mão de obra, ele falou ainda que apenas três empresas vão realizar a parada pelo período de 40 dias.
Algumas dessas empresas já iniciaram o processo de contratação através do Centro de Intermediação de Mão de Obra (Ciat)."Temos fechadas para o período de contratação para a parada geral até o momento 1.595 vagas, sendo 887 caldeireiros, 389 para montador de andaime, 198 para soldadores, 191 de eletricista e 60 de outras funções. Desse total mais de 500 pessoas já foram encaminhadas para teste" afirmou o secretário.
Ele ainda ressaltou que uma conscientização vem sendo realizada com as empresas para que se tenha o entendimento pela contratação de pelo menos 70% da mão de obra local e os outros 30% possam ser das regiões do entorno ou outros locais.
Ele ainda afirmou que houve sim a constatação de pessoas de fora estarem vindo para a região para trabalhar, porém as empresas foram chamadas e o acordo é que toda contratação seja feita através da intermediação do Ciat, e os que não foram contratados pela intermediação passaram por verificação.




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