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Camaçari

Mais de 30 baianas de acarajé marcam presença na Câmara de Camaçari durante votação de criação de benefício para a categoria

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O vereador Tarcísio Coiffeur (PSDB), foi autor da Indicação Nº 1137/2025, aprovada por unanimidade na manhã desta quinta-feira (30/10), na Câmara Municipal de Camaçari, que levou ao plenário da Casa Legislativa, mais de 50 baianas de acarajé da cidade.  A matéria pede a criação de um benefício municipal para as trabalhadoras de tabuleiro, durante o período de baixa estação.

De acordo com o parlamentar, um grupo de baianas o procurou para tratar da demanda. “Sabemos que os pescadores de nossa cidade, principalmente no período chuvoso, têm um benefício que eles recebem pela prefeitura, e eu decidi fazer essa indicação para que as baianas de acarajé também entrem nesse quadro e recebam nesse mesmo período, porque quando chove ninguém vai para praia, e as baianas da orla ficam sem armar o tabuleiro. Nós sabemos também que o azeite quente não pode ter contato com água para não causar acidentes. Então elas precisam dessa renda para sustentar as famílias, muitas delas são mães solo, e é de fundamental importância que o governo atenda esse nosso pedido”, explicou Tarcísio Coiffeur.

Para Dinda do Acarajé, as baianas da sede e costa estão unidas e se encaixam no projeto defeso do Governo Federal, que beneficia pescadores e marisqueiras em baixa-estação no inverno. “Estamos pleiteando aqui na Câmara que as baianas recebam também, porque entre março e agosto passamos uma certa dificuldade. A baiana do acarajé é o sorriso da Bahia e do Brasil, mas não podemos sorrir com a barriga vazia e sem melhores condições de trabalho. Então, queremos primeiro agradecer ao vereador Tarcísio pela indicação e Moção de Aplausos, a Prefeitura de Camaçari que fez uma grande capacitação com as baianas, em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado e a Abam”, destacou.

A Mestra de Cultura Popular e baiana Joseane Batista, destacou que a categoria buscou a Casa Legislativa com o objetivo de dar continuidade a um legado. “A gente vem trazendo isso de nossos ancestrais, e a luta continua. Nós baianas precisamos desse carinho, dessa atenção do poder público, das pessoas, em saber que no período de inverno as baianas ficam sem trabalhar, ficam sem renda. Cada baiana dessa aqui presente hoje tem por baixo 10 pessoas da família que são sustentadas pelo tabuleiro. Então, quando a gente contabiliza essa quantidade de baianas, e são mais de trezentas em nosso município, fica muito difícil para a gente dar continuidade ao nosso trabalho, até porque nós ajudamos a economia da cidade, somos empreendedoras, e essa parte da economia também perde quando estamos paradas”, salientou.

A indicação segue agora para o Executivo Municipal que vai estudar a matéria e decidir se atende a demanda das baianas.

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