Relator da Comissão Especial formada na Câmara de Camaçari para avaliar o relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM), enviado a Casa Legislativa através do Processo de nº 08922-13, referentes as contas de 2012 do Poder Executivo, que tinha à época como gestor o atual prefeito Luíz Caetano (PT), o vereador Jamessom (PL) comemorou o resultado da votação no segundo turno, realizado na manhã desta quinta-feira (02/10). Apesar da reprovação pela maioria simples não ter surtido o efeito político que desejava, o parlamentar disse que a batalha na justiça segue.
“Na verdade temos muito que comemorar, a oposição se mostrou unida, são 12 votos a 11, é uma vitória simples e o que eles estão comemorando talvez seja uma cortina de fumaça. Eles sabem que Caetano corre um extremo risco, ele está na corda bamba de uma decisão judicial. Com essa maioria simples a gente aposta na judicialização da decisão de Pelegrino, e ele sabe que essa derrota aqui na Casa é perigosíssima para Caetano. Eles não têm 2/3 e nós não temos 2/3. Caso a decisão de Pelegrino seja revogada, existe um processo em curso, eles sabem disso, para que Pelegrino seja declarado suspeito, e aí a decisão que ele proferiu em favor de Caetano, caí por terra e volta a valer a rejeição das contas, reprovadas em 2012”, afirmou Jamessom.
De acordo com o vereador, o governo vive um “momento crítico”, por não ter a maioria na Câmara. “A Casa já mostrou que tem uma oposição muito forte a ele, são 12 votos a 11, e que pode culminar na sua inelegibilidade se for mantida a decisão anterior. É uma batalha complexa, muito longa ainda, que começa a partir de hoje nos tribunais, deve se alongar por muitos anos, podendo até ser as vésperas da eleição para governo do estado, e isso é o que preocupa ele, a decisão de mudança de governo, de tribunal. O tabuleiro está montado, não está favorável a ele. Ele está com a corda do pescoço e a oposição segurando essa corda”, declarou.
Questionado se a oposição não estaria fragilizada, devido a ausência de um parlamentar e a abstenção de outro na primeira votação do relatório, realizada na última terça-feira (30/09), Jamessom explicou que "foi uma apreciação mais política". “Não existe a necessidade da presença de todos os vereadores, porque ela não contabiliza como voto final, uma sentença final. Essa votação de hoje que é a votação mais importante. E aí a turma do governo faz esse carnaval, porque eles sabem que precisam tirar o foco do julgamento, do afastamento de Pelegrino do Tribunal de Contas”, ressaltou.




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