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Dengue: Uma epidemia que reflete a falta de saneamento e conscientização

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Recebi a triste notícia de que Dona Vera, minha amiga e ex-presidente da Associação de Moradores do Bairro Nova Vitória, em Camaçari, está internada em estado grave e, segundo a família, com dengue hemorrágica. É um choque e, ao mesmo tempo, um chamado urgente para falarmos sobre essa doença que, infelizmente, tem feito tantas vítimas.

A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é um reflexo direto das condições de saneamento e do nível de conscientização da população. O mosquito encontra o ambiente perfeito para se reproduzir em locais onde há acúmulo de água parada, como recipientes expostos, lixo descartado de forma inadequada e caixas d’água destampadas. Em Camaçari, a situação é ainda mais crítica. Apesar de ser um dos municípios mais importantes economicamente na Bahia, muitas comunidades enfrentam sérios problemas relacionados à infraestrutura básica e à coleta de resíduos.

No Bairro Nova Vitória e em outros bairros populares, a ausência de saneamento adequado é um agravante que expõe milhares de famílias ao risco de doenças como a dengue. Além disso, a falta de campanhas contínuas e efetivas de conscientização dificulta o engajamento da população no combate aos focos do mosquito. É um ciclo vicioso: o poder público falha em garantir condições básicas de saúde, e a população, sem as ferramentas necessárias, não consegue agir de forma eficaz para proteger suas comunidades.

Os números alarmantes de casos de dengue não são obra do acaso. Eles refletem anos de descaso e políticas públicas insuficientes para enfrentar as causas estruturais dessa epidemia. A ausência de uma coleta de lixo regular, o déficit em redes de esgoto e o planejamento urbano precário criam o ambiente ideal para a proliferação do mosquito.

Hoje, ao saber do estado de Dona Vera, penso em quantas pessoas estão passando pelo mesmo sofrimento que ela e suas famílias. Ninguém merece enfrentar o que ela está enfrentando. A dengue hemorrágica é grave e, muitas vezes, fatal, mas é evitável. É responsabilidade do poder público garantir o básico: saneamento, educação, e uma saúde preventiva que priorize as comunidades mais vulneráveis.

A luta contra a dengue não pode mais esperar. Que o sofrimento de Dona Vera e de tantos outros nos impulsione a exigir mudanças reais e a trabalhar para que ninguém mais passe por isso. A saúde é um direito, e prevenir é sempre o melhor remédio.

Por: Jailce Andrade

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