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Camaçari

Caso de professora apedrejada em escola pública de Camaçari é noticiado na TV Bahia

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 Reprodução/Street View do Google

O programa Bahia Meio Dia, da última terça-feira (26/11), noticiou o caso da professora de um colégio público de Camaçari, que foi apedrejada por alunos, após apresentar um conteúdo sobre cultura afro-brasileira. O caso aconteceu na Escola Rural Boa União, no distrito de Vila de Abrantes.

Segundo informações da repórter Tarsilla Alvarindo, a professora Sueli Santana, de 51 anos, estava dentro da sala, quando três alunos jogaram pedras pela janela. A educadora foi atingida e precisou ficar afastada da sala de aula, por conta da agressão.

A motivação da atitude dos alunos seria intolerância religiosa, mesmo a educadora cumprindo a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, em todas as escolas do país, que especialmente é lecionada no mês de novembro, em que se celebra o Dia da Consciência Negra. De acordo com a repórter, a professora foi orientada pela direção, a não utilizar o livro “ABC Afro-brasileiro”, que é uma recomendação da Secretaria Educação de Camaçari (Seduc).

A professora Sueli Santana gravou um vídeo relatando o que acontecia diariamente na unidade educacional, e sobre o dia que foi apedrejada. “Sempre fui chamada de bruxa, de macumbeira, de feiticeira, diabólica, isso todos os dias quando chegava a escola. No dia 29 de outubro, eu estava corrigindo as atividades do primeiro horário de aula, e foi disferida por três alunos, pedras em que uma dessas atingiu o meu pescoço. Fui afastada por três dias, uma vez que a pedra bateu muito forte do lado direito”, contou.

Sobre racismo

Racismo é crime no Brasil (Lei 7.716/1989), sendo considerado inafiançável e imprescritível, podendo a punição chegar há cinco anos de prisão. Cometidos por menores, é um ato infracional e os pais seriam responsabilizados.

Por: Bahia Meio Dia/Rede Bahia

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