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Camaçari

Ambientalistas de Camaçari realizam excursão pelo Capivara e ficam assustados com situação do rio

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 Relatório INEMA

“Tomado por excrementos, o rio de Camaçari agoniza”. Essa foi a conclusão tirada por integrantes do Grupo Gestão Ambiental, que realizaram na última quarta-feira (09/10), uma excursão pelo Rio Capivara, com o objetivo de identificar quais os pontos mais graves de descarte de esgoto in natura em suas águas.

Os ambientalistas Rivelino Martins e Ana Maria Mandim, ficaram impressionados com o Índice de Qualidade da Água (IQA) do Rio Capivara ser considerado “regular”, por um estudo técnico realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), mesmo com todo o esgoto lançado em suas águas. “Não encontramos sinal de peixes ou de qualquer outra vida aquática, exceto plantas adaptadas àquele meio”, destacam os ativistas.

Veja abaixo o relato vivido pelos ambientalistas.

“Seguimos por caminhos asfaltados em Areias e atingimos um ponto na margem do Capivara onde pensamos que poderíamos tomar uma canoa e subir um trecho do rio. A tentativa foi desaconselhada por moradores, porque, segundo eles, o curso do rio está “fechado”, a canoa não conseguiria penetrar na intrincada rede de vegetação que recobre a superfície das águas.

Decidimos, então, ir de carro por estradas de barro a outro ponto em Areias em que o Rio Capivara se espraia, majestoso. Mas, em lugar de águas límpidas, o que se vê da antiga ponte construída ali é um mar de vegetação, floresta exuberante, adubada pelo esgoto que vem por cursos d’água estreitos, canais de águas turvas em que boia matéria fecal, cujo fedor se sente de longe.

Daquele ponto rumamos para a Estiva de Abrantes, onde pudemos ver outro afluente do Capivara beirando residências. O canal ali é raso, fétido, o lixo das margens se mistura com o material fecal em suspensão nas águas escuras, cinza esverdeadas. Nem sinal de peixes ou de qualquer outra vida aquática, exceto plantas adaptadas àquele meio.

Da Estiva, fomos ao Gajirus, na entrada de Jauá, por onde passa o canal que leva o esgoto de Vila de Abrantes para o Rio Capivara. O curso d’água que existe segue o padrão: a matéria orgânica fertiliza a vegetação, que acaba ocupando todo o espelho d'água. De rio vira charco. E, depois, nem isso.

Dá para ver uma das duas manilhas por onde o rio de esgoto passa por baixo da Estrada do Coco em direção a Areias. Uma moradora de Gajirus, Lucicleide (foto), vive ali desde que nasceu e disse que, quando menina, as mulheres lavavam roupa na beira do rio, e as águas eram transparentes. A água de beber era buscada nas nascentes, segundo ela. Bons tempos que não voltam mais!".

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