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Camaçari

Em entrevista ao Portal, secretário de Saúde de Camaçari esclarece reclamações de internautas sobre o serviço ofertado pela pasta em Abrantes

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O Portal conversou com o secretário de Saúde de Camaçari, Dr. Duplat, no posto de pronto atendimento montado no Espaço Camaçari 2000, para atender o público presente no Camaforró 2024, evento realizado entre os 13 e 15 de junho. Além de falar sobre serviço ofertado no local, nossa equipe de reportagem esclareceu algumas reclamações recebidas pelo site, em relação a saúde em Abrantes.

O gestor mostrou toda estrutura de saúde, ofertada pela prefeitura de Camaçari, na festa junina, e destacou a preocupação da administração em garantir que não faltasse atendimento para a população. "No primeiro dia tivemos 40 atendimentos em nosso centro médico, todos os casos foram resolvidos dentro do posto, nenhuma transferência. Oferecemos uma equipe com dois médicos, dois enfermeiros, oito técnicos de enfermagem, um motorista de ambulância, uma ambulância para eventuais transportes para o hospital e toda uma equipe de apoio", disse.

O Portal então pontuou uma demanda recebida pelo site, em relação as atividades do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Abrantes, por conta da reclamação de usuários que eram atendidos por uma psicóloga e uma psiquiatra, que foram transferidas do distrito, para a unidade de Pé de Areias.  “O CAPS da orla continua em pleno funcionamento, o deslocamento das profissionais aconteceu por falta de espaço para realizar o atendimento dos pacientes menos agravados, que eu diria até que não são usuários do CAPS. São pacientes que caracterizamos como ambulatoriais, que necessitam da renovação da receita, de reavaliação, sobre o uso de medicação, e não aqueles usuários do CAPS que fazem as terapias, as oficinas, os encontros, esses continuam no CAPS de Abrantes”, explicou.

Questionado se essa mudança trouxe prejuízo para quem era atendido pelas profissionais, o secretário ponderou. “Se houve perda para quem mora em Abrantes, houve ganho para quem mora em Jauá, em Pé de Areias, em Areias. O que a população tem que entender é que não há recursos suficientes para implantar um serviço em cada localidade de Camaçari. A saúde pública não se faz assim. Temos de aplicar os recursos públicos de forma mais consciente, verificando o que proporciona melhor vantagem para o usuário, e que ele não tenha tantos prejuízos com este deslocamento. O ideal seria se cada localidade de Camaçari tivesse uma estrutura de saúde para atender todas as necessidades da população. Mas, não há recursos para isso, os recursos são finitos, e por isso não tem como contemplar todos os locais do Camaçari, com todos os serviços de saúde”, ressaltou.

Sobre as reclamações relacionadas a marcação de exames e consultas, o gestor salientou que esse é um problema a nível de Brasil. “Não é uma questão somete de Camaçari. Quem está acostumado a acompanhar o noticiário estadual e nacional, sabe que existe esse gargalo na realização de exames e consultas. Basta ver, por exemplo, as filas em Salvador, no Hospital Santo Antônio em dia de marcação, são filas imensas. Aqui em Camaçari demora porque existe uma demanda excessiva, por conta de moradores de outras cidades que vem pra cá, número de exames desnecessários que muitos médicos e profissionais solicitam. Hoje, em vez do paciente ser examinado pelo médico, o médico pede exames. Então isso realmente faz com que essa demanda aumente de uma forma significativa, e a gente tem que priorizar entre aqueles pacientes que têm necessidade com mais urgência, daqueles exames de pacientes que não tem tanta necessidade assim, que não é um caso de urgência".

Na oportunidade, o gestor ainda enumerou os equipamentos de saúde existentes em Vila de Abrantes. “Nós temos em Abrantes unidades de saúde da família, temos a UPA, o CAPS, temos a UPA de Arembepe, que fica dentro do distrito sanitário de Abrantes, todas aquelas unidades próximas. Então sentimos orgulho em dizer que Abrantes tem todos estes equipamentos de saúde, e vale frisar que foram todos requalificados nesta administração do prefeito Elinaldo. Em relação à policlínica de especialidades, que está dentro do nosso planejamento de saúde para a região de Abrantes, encontramos uma grande dificuldade por conta da questão da legalidade da regularização dos imóveis. O poder público só pode fazer a localização do imóvel quando está regularizado na questão fundiária, ou seja, quando possui escritura”, destacou.

Para concluir, o Dr. Duplat afirmou que são ofertados por dia, 12 mil exames laboratoriais em Camaçari, um número expressivo. “Houve um aumento do que chamamos de absenteísmo, onde o paciente agendado não vai ao laboratório para fazer a coleta do exame. E aí a gente atribui o período de festa, ao próprio mês de junho, onde as pessoas optam pelo lazer, mas não houve diminuição na oferta de serviços dos nossos prestadores, nem do SUS”, concluiu.

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