O ciclo de Lavagens da costa de Camaçari atrai muitos turistas para a orla da cidade, movimentando assim a economia local. Em entrevista ao Portal, durante o cortejo religioso realizado em Jauá, na manhã da última sexta-feira (26/01), a subsecretária de Turismo, Lucia Bichara exaltou que o município tem inúmeras potencialidades,que precisam ser exploradas pelo próximo governo municipal.
Para Lucia Bichara esse é o momento de Camaçari virar a chave para o turismo e a indústria sem chaminé. “Nós podemos com certeza ter uma receita muito maior do que temos hoje, pelas potencialidades como praias, esporte, lazer, cultura e história. Tenho certeza que agora o turismo vai estar na pauta econômica, e essas Lavagens são muito importantes, elas representam a história da localidade e atraem uma grande quantidade de turista, mas a gente precisa promover, divulgar, mas antes disso precisamos ordenar, ter segurança, ter serviço, e esse é o nosso propósito. Chegamos até aqui com a esperança que com certeza no próximo governo o turismo vai ser colocado como prioridade”, disse.
A subsecretária salientou que só ter belezas naturais, não significa que Camaçari é um destino turístico. “A gente tem que ter infraestrutura, tem que ter serviços, tem que ter ordenamento. A gente precisa transformar esses produtos naturais existentes, em realmente produtos que podem ser comercializados. Por exemplo, temos navios naufragados em nossa costa, só que para eles serem comercializados, é preciso ter uma equipe, precisa ter um inventário, precisa ter uma segurança para poder ofertar esse produto. A Aldeia Hippie de Arembepe, é o maior produto turístico do Brasil, a única habitada no mundo, mas ela está preparada para atender os turistas? E para chegar até lá passa por uma série de outros produtos e atrações que precisam estar preparados. Então, não é só dizer que ter beleza natural é turismo, não, tem que estar nas vitrines, tem que ter relacionamento com os grandes operadores, porque a concorrência hoje é brutal. Pra gente conseguir levantar um destino não é fácil, para derrubar é um segundo, basta um problema que ocorra no município para a gente simplesmente sair da pauta dos operadores", explicou.
Bichara defende que é preciso se preparar para ser destino turístico. “Tem que ter esse contato, relacionamento, ao mesmo tempo que vai estruturando a cidade, preparando o município, trazendo cursos de inglês e espanhol, tem que estar apto a receber. E esse é o nosso papel, a gente está começando, estamos dando os passos, mas ainda temos muitos caminhos para chegar até o nosso destino”, pontuou.
De acordo com a subsecretária, Camaçari tem uma diversidade de pontos turísticos que podem ser explorados. “Nós já estamos com cinco roteiros prontos, que são Monte Gordo com o Esperma 7, temos a Cordoaria em Abrantes com as beijuzeiras, temos a Casa do Mensageiro que é um terreiro na Tiririca em Barra do Pojuca, temos o Capril Kadosh que é um laticínio com leite de cabra. A potencialidade de Abrantes, com a nossa Igreja Matriz, e nós vamos fazer um roteiro religioso. Nós temos outros roteiros para serem criados, como observação de pássaros, navios naufragados, mas eu não posso trabalhar esses produtos sem eles estarem prontos, se não a gente toma o tiro no pé. Então, tem muita coisa a ser feita, é preciso de um planejamento estratégico competente e profissional”, concluiu.



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