Acolher, orientar, ouvir e dar instrumentos para que os jovens saibam se conduzir sozinho. Esse é o lema que o Instituto Comvida adotou há nove anos. Localizado em Catu de Abrantes, no município de Camaçari, esse espaço vem fazendo a diferença na vida dos aproximadamente 640 jovens de 16 a 24 anos que passaram pela instituição e os que ainda continuam. A instituição trabalha na formação pessoal e profissional de jovens de comunidades de baixa renda.
.jpg)
Para a assistente social Kátia Magalhães, o impacto que o Comvida tem gerado na vida dos jovens vem dos relatos dos próprios envolvidos. “Eles mesmos dizem que se não houvesse o Comvida talvez eles não estivessem aqui. Eles admiram, gostam do fato de saber que tem pessoas que não tem haver com a comunidade, mas vem aqui e olham para eles. É colocar no ambiente que foi hostil e que hoje não está muito diferente do que antes, porém, é um porto seguro”, ressaltou Kátia.
“O nosso olhar para os jovens é entender que eles vêm de uma família, é prepara-los para cortar o cordão umbilical, mas não deixamos de esticar o olhar para essas famílias porque eles são resultados delas. O que eles trazem de emoção, de comportamento, é o que eles vivenciam em casa ou fora de casa. Então temos que ter esse olhar para que possamos entender o comportamento desses jovens”, Completou a assistente social.
.jpg)
A professora de teatro, Mirella Lamato Sales, o que a mobiliza de continuar esse trabalho é a necessidade politica. Segundo ela, é a vontade de poder modificar um pouco o sistema.
“Eu vejo uma grande dificuldade no nosso sistema de favorecimento, de igualar um pouco mais as condições das pessoas. Muitas vezes ficamos em discurso políticos, artistas em reuniões, mas não vejo muitos deles agindo na comunidade. Eu acredito que o papel dos artistas deveria passar por esses lugares. Nós temos que modificar a sociedade, pontuou”, Mirella Lamato.

O Instituto Comvida é uma peça fundamental aqui em Catu de Abrantes. Eu participo desde 2007 quando começamos uma pesquisa com os jovens sobre as necessidades que eles tinham em se preparar para o mercado de trabalho. Começamos a perceber quais os cursos que eles gostariam de ter para inclusão social. O projeto que faz parte da minha vida é o Eu Sou Negão, que ajuda o adolescente e jovem a assumir a sua identidade. Os jovens precisam preservar esse lugar que é nosso, se apoderando, cultivando, deixando sua marquinha, disse Rosa Maria Bonfim, que frequentou o Comvida como aluna desde a fundação e hoje é voluntaria.
“Comvida pra mim é o lugar onde eu posso socializar com outros jovens que têm a mesma idade que a minha, os mesmos pensamentos”, diz “Gabriel Costa, que frequenta o instituto há 3 anos.
.jpg)
"Ter experiências novas, pois aqui precisava mesmo de um espaço como esse para os jovens. Se não tivesse o convida, não sei onde eu estaria, ele me livrou de muitas coisas. Estou aqui com ótimas pessoas que são exemplos, são minha segunda família, dizem que uma é de casa e a outra é de rua. Aqui eu escolhi".,falou Matheus Gabriel.
Para conhecer mais sobre o Comvida acesse :ttp://www.institutocomvida.com.br/projetos/





Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar