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Camaçari

Coordenador do Campo Nery Numes em Abrantes faz um balanço das atividades e chama a atenção para alguns problemas no equipamento

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Em 03 de fevereiro desse ano foi inaugurada a Praça de Eventos e Campo de Futebol Nery Nunes, em Vila de Abrantes, e de acordo com o coordenador do equipamento, conhecido popularmente como Tudão, o espaço encerra o ano com saldo positivo em relação a realização de atividades esportivas. Para Luciano Nazaré, que faz parte da comissão organizadora do Campeonato Abrantense de Futebol, que aconteceu no último domingo (03/12), apesar dos desafios, o objetivo de promover inclusão social, valorizar o esporte e entreter a comunidade foi atingido.

Em entrevista ao Portal, Luciano declarou que estava em êxtase em ver o resultado do evento. “Primeiro obrigado a Deus por ter chegado até aqui, não é fácil. A pessoa que começou com esse campeonato abandonou, por motivos particulares dele, e eu como coordenador daqui tive que assumir. Graças a Deus o sentimento hoje é de alegria, de regozijo, de ver numa hora dessa, em pleno meio dia, esse tanto de gente, as famílias que estão aqui, o mercado informal, as pessoas ganhando o seu dinheiro, vendendo geladinho, vendendo sua pipoca, as pessoas com isopor de cerveja, churrasquinho, isso é bom para aquecer o mercado local”, comemorou.

O coordenador pontuou o lado positivo do evento, e na oportunidade falou do negativo, em sua opinião. “Como desabafo, queria pedir aos governantes, principalmente a SESP e a SEINFRA, que decidam pelo amor de Deus, de uma vez por todo e tenham um olhar especial, como tem com as outras comunidades como Jauá, Areias, Arembepe, e etc, que tenham por Abrantes também. Temos uma luta aí com esse refletor, a final teve que ser a tarda porque se chegar a noite não tem condições de acontecer, de ter um futebol adequado do nível desse aqui com duas equipes maravilhosas, jogadores profissionais, abrilhantando a nossa festa, Areias e Pé de Areias, é uma coisa linda, quase duas mil pessoas presentes, e a gente tem muita coisa aqui que a gente precisa fazer. Tem a questão do gramado seco, a gente corre, vai pedir uma água, um carro pipa, um suporte, pede a SEINFRA, que joga para o SESP, e a comunidade é que fica no meio prejudicada. Duas secretarias que não estão se entendendo e eu não sei porque”, questionou.

De acordo com Luciano, os dois poços utilizados para regar o campo, não atendem a demanda da arena. “O campo a gente molha à noite, 05 horas da manhã a gente solta água. Tendo água a gente solta 08 horas da manhã e a tarde. Os dois poços aqui não são compatíveis. Para molhar um campo desse é 55 mil litros de água. Nós temos um tanque ali com 5 mil litros de água. Como vai molhar um campo de futebol três vezes ao dia? não tem condições”.

Luciano pontuou ainda que uma alternativa seria o campo sintético. “É um anseio da Vila de Abrantes. Um dos maiores campeonatos da região é esse de Vila de Abrantes. Eu diria o maior. Eu posso dizer o maior de toda a Camaçari. A gente pega aqui de Catu a Jacuípe. Olha aqui hoje fazendo as finais entre Areias e Pé de Areias. [...] Eu queria que as duas secretarias tivessem aqui pra ver o estado, pra ver esse campo lotado de gente e a condição do campo. Então, esperamos que eles olhem para Abrantes com o mesmo olhar que olham pra outras comunidades, parabéns pra Jauá. Jauá merece, merece, Catu, Areias, todas as localidades merecem, como a Abrantes também merece. Tem o maior colégio eleitoral e a gente fica no meio em uma situação dessa”. 

Para o coordenador, a situação do campo tem dificultado a abertura do espaço para que mais equipes, projetos e eventos aconteçam no equipamento, a exemplo do futebol feminino. “A grama não comporta. Ela tá morta. Nós não abrimos o campo de segunda a quinta, justamente pra gente ter uma tratativa no campo. Nós não estamos conseguindo tratar o campo. 'Ah, mas é público, é da comunidade', concordo, mas se a gente não tiver uma organização, então é melhor deixar aberto. O problema das mulheres não estarem jogando aqui é porque elas querem um horário específico. E não existe. Elas querem jogar um sábado à tarde, onde temos uma escolinha que tem um projeto de mais de 15, 20 anos. Elas têm que se adequar a organização do campo”, esclareceu.

Confira os horários de programação do campo:

Sexta-feira das 8h às 11h, Escolinha de Mateus. Das 15h às 18h, Escolinha de Alan. De 18h às 21h, e de 21h às 23h, baba local.

Sábado de 6h às 8h, baba de Ceará. De 8h30 às 11h, Escolinha de professor Jackson. De 15H às 18h, Escolinha de Dudu. De 18h às 21h, baba da comunidade. De 21h às 23h está disponível.

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