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Salvador

Comandante-Geral da PM na Bahia emite nota de repúdio contra fala de desembargador de Goiás

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Uma fala do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Adriano Roberto Linhares Camargo, levou o Comandante-Geral da Polícia Militar na Bahia a emitir uma nota de repúdio na última sexta-feira (03/11). A autoridade judicial sugeriu que a PM deve ser extinta.

As declarações foram ditas durante a sessão online de julgamento da seção criminal, quando o desembargador disse que “deve acabar a Polícia Militar de Goiás e instituir uma forma diferente na área da investigação e da repressão a crimes”. “A Polícia Militar é como uma reserva do exército, é para enfrentar inimigos, é esse o seu papel. E é por isso que nós vemos abusos, excessos, seguidos e recorrentes. A Polícia Militar de Goiás é invisível”, afirmou.

Em nota, o Comandante-geral da PMBA e presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG-PM), Paulo Coutinho, divulgou uma nota do colegiado que reúne todos os comandantes em exercício. “Vem a público repudiar, veementemente, o reprovável comportamento do Sr. Adriano Roberto Linhares Camargo, desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás - TJGO, o qual, na data de ontem, durante a realização de audiência daquela prestigiosa Corte de Justiça, afirmou que: “... tem que acabar a Polícia Militar...”. Tal afirmação, sobretudo pela elevada condição ocupada pelo seu autor, não obstante reflita exclusivamente o seu posicionamento pessoal, revela total distanciamento da realidade fática existente no país”.  

No texto o Comandante exalta a importância das Polícias Militares. “Conforme preceitua a Constituição Federal, são organizações essenciais ao funcionamento das instituições e garantidoras, por via de consequência, do Estado Democrático de Direito, desempenhando, por vezes, várias outras atribuições não adstritas à sua missão constitucional que, direta ou indiretamente, colaboram para minimizar conflitos e gerar a sensação de segurança que a sociedade almeja”, disse.

O Comandante-Geral Paulo Coutinho conclui afirmando que a fala do desembargador foi “infeliz”. “Não condiz com o sentimento reinante no âmbito da magistratura pátria, o que é corroborado pela imediata manifestação do Poder Judiciário goiano, representado pelo presidente da Corte, reconhecendo o elevado conceito e os serviços prestados pela Polícia Militar, reafirma o compromisso das corporações com a defesa intransigente da ética e decoro entre os seus integrantes, não coadunando com condutas que atentem contra a hierarquia e a disciplina militares”.

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