Morador de Vila de Abrantes, o líder comunitário Tito Santana, figura engajada em debates políticos da cidade, marcou presença na 6º oficina de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari, realizada na última terça-feira (27/06), no distrito. Na oportunidade, o jovem chamou a atenção para a importância da participação da sociedade civil organizada, no processo de revisão do documento, com validade de 10 anos.
Para Tito, a população precisa buscar mais a conscientização política ambiental. “Precisamos massificar isso, porque as pessoas precisam ter amor pelo lugar que moram, o sentimento de pertencimento, porque isso não é só responsabilidade do poder público e do privado, é da sociedade também. Hoje fazemos parte de um ciclo, e se um desses falha, todos vão falhar. Por isso a importância do poder público, privado e sociedade civil organizada, andarem juntos de mão dadas, porque se não for assim, não vamos chegar ao nosso objetivo que é tonar o lugar onde vivemos melhor, mais accessível, com saúde, educação, qualidade de vida, com comércio fortalecido. Ou seja, uma cidade organizada e com mais espaços públicos. Nós temos que fazer a nossa parte em cuidar do lugar que moramos”, ressaltou.
Tito participou do grupo de debate sobre as parcerias que geram contrapartidas, entre o poder público e empresas privadas. “Um dos exemplos que abordamos foi a Fonte de Buraquinho, onde colocamos alguns aspectos e elementos que precisam ser fortalecidos na comunidade, como a questão da política ambiental. A gente precisa mais da participação do poder privado nas ações dentro da comunidade onde eles estão instalados, pois achamos que ainda é muito pouco, acreditamos que podem contribuir mais. Fizemos a defesa da questão da urbanização, da drenagem, da pavimentação, contra a invasão de principalmente de áreas rurais, que são de preservação ambiental, e foi bom pela participação de todos com opiniões e sugestões de melhorias”, exaltou.
O jovem destaca ainda que a população desconhece muitos serviços e direitos, por falta da existência em seu bairro. “Tem coisas que não temos conhecimento, porque não tem aplicação em nossa comunidade, como a falta de saneamento básico. Quando a gente urbaniza de forma correta, planejada, que venha gerar qualidade de vida, economia, valorização do lugar, autoestima, mobilidade urbana, tudo isso é importante e vem fortalecer a sociedade”, finalizou.




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